Remédios serão reajustados no dia 31 e governo divulga regras

O reajuste de preços de medicamentos, marcado para dia 31, deverá ser equivalente à evolução do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre setembro e fevereiro. Hoje, o governo divulgou a fórmula que será adotada para o cálculo do aumento de preços. Ela leva em conta o IPCA, aplicados três fatores moderadores. A produtividade, o aumento de custos de produção (como por exemplo, a variação de preços de energia elétrica, vidros e outros produtos usados pela indústria farmacêutica) e a concorrência do setor. No entanto, para este ano, o fator de produtividade e o inter-setorial (os custos de produção) foram definidos como zero. Em outras palavras, eles não terão nenhum peso na fórmula. O fator intra-setorial (a concorrência) deverá ser calculado de acordo com uma fórmula criada pelo Câmara de Regulação do Mercado de medicamentos (Camed). Dentro dos próximos dias, deverá ser anunciado o valor do IPCA de fevereiro e outras informações necessárias para fazer o cálculo exato do reajuste. Pela fórmula apresentada, se a variação do IPCA de setembro a fevereiro for de 3%, por exemplo, a indústria poderá aumentar alguns de seus medicamentos para até 3,45%. Para isso, no entanto, outros itens de sua produção terão de ter uma redução do preço, para que a conta final seja os exatos 3%. Avaliações Este raciocínio vale somente para o reajuste deste ano. Nada impede que, no futuro, seja dado outro valor para o fator de produtividade ou para o fator inter-setorial. De acordo com integrantes da Camed, o valor inter-setorial deste ano será colocado em uma "conta corrente", isto é, eventuais perdas ou ganhos serão levados em conta nos cálculos do próximo ano. A Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) afirmou, por meio de sua Assessoria de Imprensa, que o cálculo proposto pela Camed ainda está sob avaliação. Nos próximos dias, a entidade deverá manifestar sua opinião sobre a nova fórmula de cálculo.

Agencia Estado,

01 Março 2004 | 19h24

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