Remédios: Serra quer genéricos à venda

O ministro da Saúde, José Serra, ameaçou ontem adotar "medidas extremas" para obrigar as farmácias do País a venderem genéricos e, com isso, fazer com que esses medicamentos "cheguem aos pobres". Uma das possibilidades é a criação, em cada farmácia, de uma área destinada exclusivamente à venda de genéricos. Serra anunciou também o lançamento comercial do primeiro lote de 16 genéricos importados do Canadá, entre eles o primeiro antidepressivo - cloridrato de fluoxetina de 20 mg, cujo medicamento de marca é o Prozac.Com esses medicamentos - que custam de 30% a 47% menos que os de marca, segundo o Ministério da Sáude - o governo pretende aumentar a oferta de genéricos e estimular a produção. Serra citou como principal problema a oferta dos produtos nas farmácias. Ele afirmou que os genéricos ainda são uma fatia pequena de um mercado grande - 12% do que ele chama de cesta básica de medicamentos. "Em quatro ou cinco anos, essa fatia deve ser de 50%."Serra classificou de "aberração estatística irresponsável" o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) em que o Brasil ficou em 125º lugar num ranking do sistema de saúde de 191 países. Ele disse que vai lutar até o fim por uma reavaliação. Na segunda-feira, o ministro já conseguiu uma vitória, com a aprovação, pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), de uma moção dos países americanos pedindo a suspensão do documento. A OMS informou que vai rever os critérios para o relatório de 2001.

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