Remédios têm defasagem de 15% com dólar caro

A Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) informou hoje que a defasagem do preço dos remédio chega a 15% frente a desvalorização do real. O cálculo feito por técnicos da instituição levou em conta o fechamento de ontem da moeda norte-americana de R$ 3,30.O presidente da Febrafarma, Ciro Mortella, destacou que a principal dificuldade que as empresas enfrentam com alta do dólar é o custo da produção. "A fabricação de medicamentos depende em 80% de insumos importados, que são cotados em dólar. Além disso, alguns materiais utilizados nas embalagens também são cotados em dólar", alertou.Ciro Mortella contou que ontem se reuniu com ministro da Saúde, Barjas Negri, para solicitar um reajuste nos preços dos medicamentos. "As indústrias do setor precisam de um reajuste de cerca de 7% para administrar seus custos", afirmou. Ele destacou que o ministro ficou de estudar a proposta e discutir as possibilidades junto à Câmara de Medicamentos do Ministério da Saúde (Camed).A Febrafarma já solicitou à Camed, em junho, um reajuste de 7%, que não foi aceito pelo governo. Este pedido foi calculado com base numa cotação média mensal do dólar a R$ 2,65. Os reajustes de preços dos medicamentos no Brasil são controlados pelo governo e vêm sendo concedidos apenas uma vez por ano. Os preços estão congelados desde o último reajuste autorizado pelo governo, de 4,32%, em janeiro deste ano. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), através de sua Assessoria de Imprensa, confirma que até o momento a alta da moeda norte-americana não provocou reajustes dos preços dos remédios no Brasil.

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