Remessas menores puxam revisão no déficit, diz BC

A redução do déficit em conta corrente para 2012, apresentada nesta terça-feira pelo Banco Central explica-se basicamente pela menor remessa de lucros e dividendos, segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. "Esta tem sido uma conta importante", resumiu.

CÉLIA FROUFE E EDUARDO CUCOLO, Agencia Estado

25 de setembro de 2012 | 12h14

Essa desaceleração, de acordo com ele, deve-se basicamente a três motivos: atividade econômica moderada no primeiro semestre; dólar mais caro do que no ano passado, o que encarece o envido de remessas; e maior recepção, pelo Brasil, de lucros e dividendos do que o verificado em anos anteriores.

De acordo com Maciel, o BC projeta um saldo de US$ 4 bilhões de Investimento Estrangeiro Direto (IED) para setembro. Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, o resultado verificado até o dia 21 deste mês está em US$ 2,521 bilhões. "No acumulado do ano já temos US$ 43,2 bilhões de IED, um fluxo robusto. Portanto, a projeção anterior ficou para trás", considerou.

Para o ano, a projeção para o IED passou de 2,12% do PIB para 2,61% do PIB. Já a estimativa para o déficit em conta corrente passou de 2,38% para 2,31% do PIB.

Maciel salientou que o Brasil continua um "receptor" de recursos mesmo em uma conjuntura internacional adversa. Isso se explica, de acordo com ele, pela demanda doméstica robusta e pelos fundamentos macroeconômicos sólidos. Já a conta de viagens internacionais tem andado "de lado", segundo Maciel. "Esta conta não é protagonista, como foi em 2011", lembrou.

Para setembro, o Banco Central projeta para o déficit em conta corrente de US$ 2,6 bilhões. Dentro dessa conta, o déficit na conta de viagens já soma US$ 963 milhões neste mês até o dia 21. O número é a diferença entre receitas de US$ 336 milhões e despesas de US$ 1,299 bilhão verificadas até o momento.

O déficit com aluguel de equipamento soma US$ 600 bi em setembro até o dia 21, enquanto o resultado negativo com remessas de lucros e dividendos está em US$ 506 milhões. Maciel afirmou que o déficit com aluguel de equipamento se destaca neste ano, com alta de 20%, o que reflete o ritmo de investimentos.

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