Remuneração média cai para 3,1 salários em 2012, aponta IBGE

Ganho real foi de 2,1% na passagem de 2011 para 2012, contra aumento salarial de 2,4% no período anterior, mostra Cadastro Central de Empresas

Daniela Amorim, Agência Estado

28 de maio de 2014 | 10h00

RIO - O País ganhou mais empresas, mais empresários e mais funcionários na passagem de 2011 para 2012. No entanto, o salário médio mensal do trabalhador subiu menos, um ganho real de apenas 2,1% em um ano, o equivalente a 3,1 salários mínimos em 2012 (R$ 1.943,16), abaixo dos 3,3 salários mínimos verificados em 2011 (R$ 1.903,76).

Em 2009, o avanço tinha sido de 4,7%; em 2010, de 0,6%; e, em 2011, de 2,4%. No acumulado de 2008 a 2012, o salário médio mensal cresceu 10,1%.

Os dados são do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 28.

O crescimento do total de salários e outras remunerações foi de 7,1% de 2011 para 2012. No período de quatro anos, entre 2008 e 2012, o crescimento do total de salários e outras remunerações pagas no País chegou a 35,3%.

Empresas. Em 2012, o País tinha 5,2 milhões de empresas e outras organizações formais ativas, que ocuparam 53,4 milhões de pessoas: 46,2 milhões (86,6%) de funcionários e 7,1 milhões (13,4%) de sócios ou proprietários.

Em relação a 2011, houve um aumento de 1,3% no total de empresas e outras organizações ativas, graças à abertura de 66 mil novas companhias em um ano. Já o pessoal ocupado cresceu 2,3%, com mais 1,2 milhão de pessoas, entre sócios, proprietários e empregados.

Setores. No acumulado de 2008 a 2012, entre as 20 seções da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) Versão 2.0, 12 tiveram aumentos reais acima da média, com destaque para as Indústrias extrativas (44,5%), Saúde humana e serviços sociais (21,3%) e Construção (20,5%).

Os maiores salários foram pagos por Eletricidade e gás (R$ 5.968,28), seguido por Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 4.587,73) e Indústrias extrativas (R$ 3.899,12), atividades que responderam juntas por somente 2,7% do pessoal ocupado assalariado.

Na ponta oposta, os menores salários foram dos setores de Alojamento e alimentação (R$ 947,87), Atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.170,11) e Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.258,96).

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