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Renan Calheiros diz ser contrário a corte no Bolsa Família no Orçamento de 2016

Segundo o presidente do Congresso, o corte no principal programa de transferência de renda - que tem R$ 28,8 bilhões previstos originalmente para o próximo ano - é uma 'inversão' que o Poder Legislativo não pode permitir

Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

21 de outubro de 2015 | 18h30

BRASÍLIA - O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ser contra o corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família, conforme defendido pelo relator do Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR). Questionado se programa tem de ser preservado dos cortes, Renan disse que o ajuste é importante para equilibrar as contas públicas, mas não se pode permitir que ele cobre a conta de quem "efetivamente não pode pagá-la".

"Eu sempre defendi a necessidade de qualificarmos o ajuste para não chegarmos a esse nível de raciocínio", disse Renan, na chegada a seu gabinete no Senado.

Segundo Renan, o corte no principal programa de transferência de renda - que tem R$ 28,8 bilhões previstos originalmente para o próximo ano - é uma "inversão" que o Poder Legislativo não pode permitir.

"O Congresso tem muita responsabilidade com isso. Mais do que nunca é preciso ter bom senso, responsabilidade, o País precisa retomar o crescimento. A única maneira de aumentar a receita é a retomada do crescimento econômico. O Congresso tem colaborado de todas as maneiras para que faça a sua parte com relação a esse objetivo", disse.

Há duas semanas, o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, havia revelado que, sem contar com receitas novas da CPMF para 2016, Ricardo Barros iria passar a tesoura "sem dó" nos programas sociais, como o Bolsa Família. 

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