André Dusek/Estadão
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Renan e Cunha se mostram contra o retorno da CPMF

Presidente do Senado mostra preocupação com aumento da carga tributária, enquanto presidente da Câmara afirma que tema é negativo e desgastante para o governo

Carla Araújo e Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

27 de agosto de 2015 | 12h46

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quinta-feira, 27, ser contra a uma eventual volta da CPMF, proposta em discussão no governo. "Tenho muita preocupação com aumento de imposto, aumento da carga (tributária). O Brasil não está preparado para voltar a conviver com isso", disse Renan, referindo-se ao tributo, cuja extinção foi aprovada pelo próprio Senado em 2007. 

Segundo Renan, o País atravessa uma crise econômica profunda e qualquer decisão nesse sentido pode agravá-la, aumentando o desemprego e a retração da economia. O presidente do Senado defendeu "muita prudência" nessa discussão. O senador também disse que o momento para se discutir uma eventual elevação da carga tributação será quando o País retomar seu ciclo de crescimento. "Com a economia em retração, (aumentar impostos) é um tiro no pé". 

Na Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), afirmou que é pessoalmente contrário ao retorno da CPMF. "Da minha parte eu sou contrário à volta da CPMF. Acho pouco provável que aprove aqui na Casa, mas, se eles mandarem, o processo vai tramitar. Mas vejo pouca possibilidade de aprovar", afirmou em coletiva, após participar da abertura da Comissão Geral no Plenário da Câmara, que recebe o ministro das Cidades, Gilberto Kassab. Descartada no início do ano, a proposta de volta da CPMF tem ganhado força no governo para fechar as contas. 

Para Cunha, o tema é negativo para o governo. "O governo terá um desgaste neste debate de tal natureza, sem colher resultados... Não sei se vale a pena para ele", afirmou. O presidente da Casa lembrou que em 2007, quando o imposto foi extinto, tentou-se criar uma contribuição semelhante, que foi derrubada pelo Senado. "Não conseguiu ter votos no momento em que o governo tinha uma base muito forte e a economia estava melhor que hoje", comentou. "Acho pouco provável a gente querer resolver o problema de caixa achando que temos que cobrar mais da sociedade em impostos", disse. 

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