Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Imagem Renato Cruz
Colunista
Renato Cruz
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Atraso na TV digital

Desligamento da TV analógica é urgente e está atrasado

Renato Cruz, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2015 | 05h00

O desligamento da TV analógica, que deveria ter começado no mês passado, está atrasado. Esse é um tema que afeta tanto telespectadores, que precisam migrar para o sistema digital, lançado no País em 2007, quanto usuários de internet no celular, já que os canais de TV analógica serão usados para ampliar a telefonia celular de quarta geração (4G).

Um decreto presidencial de 2006, que definiu o processo de digitalização da TV no País, marcou para o ano que vem o fim dos canais analógicos. Em 2014, o governo fez um reescalonamento do processo, que começaria este ano em Rio Verde, Goiás, e se estenderia até 2018.

O desligamento em Rio Verde estava marcado para domingo passado, e serviria como piloto para o processo, mas não aconteceu. Somente 69% das casas estavam preparadas para a TV digital. A regra para o desligamento definia um mínimo de 93%. Caso fosse em frente, 31% das residências não conseguiriam mais ver televisão. Só apareceria uma tela preta quando ligassem o aparelho.

O desligamento é urgente porque o governo já vendeu para as operadoras de telecomunicações os canais atualmente ocupados pela TV analógica. As propostas vencedoras apresentadas no leilão de novas licenças de 4G, no ano passado, somaram R$ 5,85 bilhões. Agora ninguém sabe quando as operadoras vão receber pelo que pagaram.

A faixa de 700 MHz, ocupada pelos canais analógicos, amplia a cobertura (com um raio maior de alcance para cada antena) e melhora a recepção da 4G em ambientes internos. Além disso, é compatível com os aparelhos usados em países como os Estados Unidos, que também adotou para a 4G o espectro em que estavam os canais analógicos de TV.

Os radiodifusores têm razão de se preocupar com a disponibilidade do serviço. Apesar de todo crescimento da internet, a TV continua a ser o meio de comunicação mais importante do País.

Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que, no ano passado, a TV estava presente em 97% das casas brasileiras. O celular era o segundo mais presente, com 91%. Mesmo assim, nem todos esses telefones móveis tinham conexão à internet. A mesma pesquisa mostrou que 54% dos brasileiros eram usuários da rede mundial.

É preciso fazer um grande esforço para acelerar a adoção da TV digital na casa das pessoas. Diante da atual situação econômica, parece difícil. Mesmo num mercado rico como os EUA, a transição atrasou alguns meses. O governo americano separou US$ 1,5 bilhão em recursos para subsidiar a compra de conversores.

Por aqui, os beneficiários do Bolsa Família têm direito a um kit para migrarem para a TV digital, com conversor, controle remoto, cabos e antena. Mas essa “Bolsa TV Digital” não foi suficiente para garantir a transição em Rio Verde.

Acordo. Está marcada para amanhã a assinatura de um memorando de entendimento para que indústrias e centros de pesquisas brasileiros possam ter acesso a infraestrutura e tecnologias desenvolvidas nos laboratórios vinculados ao Departamento de Energia dos EUA. O acordo será assinado durante a oitava edição dos Diálogos da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), em Campinas (SP). A Confederação Nacional da Indústria (CNI) será a responsável por intermediar os projetos brasileiros com os parceiros americanos.

Aceleração. Vai até o próximo domingo o prazo para inscrição de startups de biotecnologia interessadas no programa de aceleração do BioStartup Lab, que inclui modelagem de negócio e encontros com investidores internacionais. O BioStartup Lab foi criado pela Biominas Brasil e pelo Sebrae Minas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.