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Renault anuncia produção de dois novos carros no PR

Presidente mundial do grupo diz que mercado brasileiro está retraído, mas vendas de veículos devem voltar a crescer

O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2016 | 07h58

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS (PR) - A montadora francesa Renault vai produzir novos veículos utilitários esportivos em sua fábrica no em São José dos Pinhais, no Paraná, de olho em uma potencial retomada do crescimento do mercado interno nos próximos anos e com foco em elevar sua fatia de mercado.

O presidente executivo do grupo Renault-Nissan, Carlos Ghosn, afirmou ontem que a montadora francesa vai produzir no País o utilitário-esportivo Captur e o compacto Kwid, que devem chegar ao mercado brasileiro no ano que vem.

Ghosn afirmou ainda que a Renault vai passar a vender no Brasil no próximo ano o SUV Koleos, importado da Coreia do Sul. Atualmente, a fábrica da Renault em São José dos Pinhais produz os modelos Sandero, Logan, Duster e a picape Duster Oroch.

Segundo o executivo, a Renault tem meta de obter uma participação de 8% do mercado brasileiro de veículos, mas vê potencial para atingir 10% nos próximos anos. Ghosn não precisou quando o porcentual poderia ser alcançado.

O executivo está no País para participar da abertura da Olimpíada. A Nissan é patrocinadora oficial do evento.

A Renault terminou julho com uma participação acumulada neste ano de 7,4% do mercado brasileiro de carros e comerciais leves, atrás de Ford (8,65%), Toyota (9,09%), Hyundai (9,95%), Volkswagen(13,17%), Fiat (15,32%) e General Motors(16,62%). Um ano antes, a fatia da Renault era de 7,08%.

“Hoje a recuperação do mercado brasileiro é uma grande esperança para a gente. Acho que ninguém acredita que o mercado brasileiro vai ficar em 2 milhões de carros”, disse Ghosn em referência à projeção da associação de montadoras, Anfavea, para as vendas de veículos no Brasil este ano, que implica em queda de 19% ante 2015.

“Acho que 2 milhões de carros por ano não representa o mercado do Brasil, que eu coloco como 3,5 milhões a 4 milhões” de veículos, acrescentou o executivo. “Como vemos hoje, esse mercado vai para uma alta”, disse Ghosn.

Mais cedo, a associação de concessionárias Fenabrave informou que as vendas de carros e comerciais leves no Brasil em julho tiveram alta de 5% sobre junho, mas recuaram 20,3% sobre o mesmo mês do ano passado, a 174,8 mil unidades. No acumulado do ano até julho, as vendas do segmento tiveram baixa de 24,4%, para 1,126 milhão de veículos.

Ghosn também confirmou que todos os investimentos anunciados pela Renault para o Brasil estão mantidos, apesar da forte queda nas vendas do mercado interno. Um primeiro ciclo de investimentos (2010-2015), no valor de R$ 1,5 bilhão, foi concluído antes do previsto e o segundo ciclo (2014-2019), de R$ 500 milhões, segue dentro do planejado.

Modelos. O Kwid é baseado no compacto indiano de mesmo nome. Porém, foi remodelado para vir ao Brasil, principalmente no interior, mais espartano na Índia. A versão brasileira receberá também reforços estruturais e quatro air bags – de série em todas as versões –, para aprimorar a segurança.

Com o objetivo de concorrer com Fiat Mobi e Volkswagen Up!, o Kwid, que substituirá o Clio, trará duas versões de motores: 0.8 e 1.0, ambas com três cilindros.

Já o Captur brasileiro será baseado na versão recém-lançada na Rússia. No Brasil, seu objetivo será concorrer com as versões de topo de Honda HR-V e Jeep Renegade – o Duster continuará sendo a aposta da marca para brigar com as configurações de entrada desses carros. O preço do Captur, portanto, deve ficar na faixa entre R$ 90 mil e R$ 100 mil. Seu motor será o mesmo 2.0 flexível do Duster./ REUTERS E DIEGO ORTIZ

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