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Renault apresenta o Sandero, carro mundial que será produzido no Brasil

Primeiro carro da Renault a iniciar a produção fora da Europa, o Sandero custará entre R$ 31 mil e R$ 37 mil

Cleide Silva, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2011 | 00h00

O presidente mundial da Renault, Carlos Ghosn, fez ontem na Alemanha o lançamento mundial do Sandero, que será produzido inicialmente apenas na fábrica de São José dos Pinhais (PR). É a primeira vez que um automóvel da marca será feito inicialmente fora das bases da empresa na Europa. Também foi o primeiro lançamento internacional de um um modelo flex, que roda com gasolina ou álcool.O desenvolvimento do hatch compacto (sem traseira estendida) ocorreu na matriz da empresa, na França, com a participação de engenheiros brasileiros. As vendas começam em dezembro e, pelos cálculos do mercado, deve custar entre R$ 31 mil e R$ 37 mil.Em um evento que antecedeu o Salão do Automóvel de Frankfurt, que será aberto ao público na quinta-feira, um animado Ghosn apresentou o Sandero a um grupo de mais de 450 jornalistas de vários países e analistas financeiros. ''''O carro foi concebido para as necessidades dos clientes da América do Sul'''', disse. A partir de 2008, o veículo também será produzido na Europa, com a marca Dacia , provavelmente em algum país do leste. Outros países emergentes também são cotados.O Sandero será produzido na mesma plataforma (base) do Logan , lançado em julho e responsável, no mês passado, pela volta da marca ao quinto lugar no ranking de vendas no País, após amargar longo período na oitava posição. O modelo vendeu 2,1 mil unidades em um mês e, segundo concessionários há fila de espera de até quatro meses.''''A Renault do Brasil teve crescimento de 44% nas vendas este ano, contra um mercado que cresceu 27%'''', afirmou Ghosn, que admitiu que, até agora, o grupo tinha uma percepção limitada do mercado do Brasil . A fábrica do Paraná, lembrou, estava ociosa e agora começa a ampliar sua capacidade, com o Logan e o Sandero, além do Scénic e do Mégane. A produção do Clio foi para a Argentina.Inicialmente, o mercado brasileiro esperava que o Sandero fosse mais barato que o Clio, que custa a partir de R$ 25 mil. Depois, que seria um intermediário entre o Clio e o Logan , mas, pela apresentação feita ontem, é possível que custe mais caro que a versão básica do Logan , vendida a R$ 27.990. Seus principais concorrentes no mercado serão o Volkswagen Fox, que custa a partir de R$ 31 mil, e o Fiat Punto, vendido a partir de R$ 37 mil.Ghosn disse que o conceito de carro de baixo custo ainda está em desenvolvimento. ''''O desafio não é ter um carro barato, mas ter um carro barato e com rentabilidade.'''' Ghosn estuda uma parceria com a empresa indiana Bajaj para desenvolver um modelo na faixa de US$ 3 mil, sem previsão de data para chegar ao mercado.Ghosn afirmou que outros carros baratos deverão fazer parte da linha de produtos, mas que não está nos planos do grupo ''''nos orientarmos para os carros de baixo custo, mas sermos construtores globais.''''No Brasil, onde a marca esteve em situação difícil, a previsão é vender 73 mil veículos este ano, 40% a mais que em 2006, 93 mil em 2008, e 106 mil em 2009. Nesse período, a fábrica do Paraná receberá US$ 360 milhões em investimentos.Em entrevista em São Paulo, o presidente da Renault do Brasil, Jérôme Stoll, disse que enfrenta problemas com fornecedores, que não se prepararam para o crescimento ''''explosivo'''' do mercado. A Renault já enfrenta ''''dificuldades'''' na produção, disse o vice-presidente Christian Poullaude. A repórter viajou a convite da Anfavea

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