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Renault deve chamar ao trabalho metade dos suspensos no PR

Segundo montadora, trabalhadores devem voltar até meados de maro e produção subirá de 380 para 540 por dia

Evandro Fadel, de O Estado de S. Paulo,

16 de fevereiro de 2009 | 17h59

Cerca de 500 trabalhadores da fábrica da Renault em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, que estão com os contratos de trabalho suspensos, devem ser chamados de volta ao emprego até meados de março. Segundo a empresa, os últimos detalhes estão sendo acertados com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba para que o anúncio torne-se oficial. Outros 500 trabalhadores continuam aguardando a retomada total da produção, recebendo a Bolsa Qualificação. A produção de veículos de passeio, hoje em torno de 380 por dia, deve subir para cerca de 540. Veja também:Temporário demitido da GM irá à JustiçaGM e Chrysler não devem fechar, diz economistaDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  "O mercado deu sinais positivos de recuperação e a empresa vai precisar produzir mais que um turno e menos que dois, por isso, para não sobrecarregar os trabalhadores do primeiro turno, resolveu chamar alguns suspensos para complementar", comemorou o coordenador da delegação sindical da montadora, Robson Jamaica. "Nosso objetivo é que a volta dos trabalhadores se dê de maneira gradual e sólida, estamos bastante esperançosos e acreditamos que os serviços serão normalizados em breve." A expectativa do coordenador é que os outros metalúrgicos sejam chamados ainda no primeiro semestre. Segundo Jamaica, uma das questões que ainda permanecem em discussão com a direção da Renault é a continuidade do curso de qualificação dos trabalhadores que retornam. O sindicato pretende que a empresa continue pagando para aqueles que, mesmo voltando ao trabalho, queiram terminar a programação. "É mais uma questão de caráter social", ponderou. Para ele, a Renault já deu um grande exemplo ao não demitir nenhum funcionário. "Mostra que com um pouco de vontade política pode resolver uma dificuldade", acentuou. A Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social do Paraná informou que espera receber, ainda nesta semana, o comunicado com o nome dos funcionários e o dia da volta ao trabalho. De acordo com o secretário Nelson Garcia, eles receberão o número de parcelas do seguro-desemprego referentes ao tempo de afastamento. Com a retomada dos contratos, todos voltam a recolher os benefícios previdenciários e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Garcia ressaltou que tem orientado os empresários do Estado a adotarem a Bolsa Qualificação como forma de evitar demissões. Por meio dessa modalidade de seguro-desemprego, o trabalhador tem direito a receber até cinco parcelas do benefício pago pelo governo federal enquanto participa de cursos de qualificação profissional pagos pelo empregador.

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