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Renda de norte-americanos cai e gastos desaceleram

Gastos pessoais sobem apenas 0,2% em fevereiro; taxa de poupança pessoal cai para 4,2% no mês

Nathália Ferreira e Regina Cardeal, da Agência Estado,

27 de março de 2009 | 10h06

Os norte-americanos gastaram em um ritmo mais lento em fevereiro, enquanto a renda caiu e eles pouparam em níveis historicamente elevados, em uma tentativa de se protegerem da recessão econômica nos Estados Unidos.

 

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No mês passado, os gastos pessoais subiram 0,2%, em taxa sazonalmente ajustada, comparada com o mês anterior, informou nesta sexta-feira, 27, o Departamento de Comércio norte-americano. A renda pessoal, por sua vez, caiu a uma taxa sazonalmente ajustada de 0,2% em fevereiro ante janeiro. Os dados de fevereiro para renda e gastos pessoais ficaram dentro do esperado pelos analistas.

 

Já a taxa de poupança pessoal como porcentual da renda disponível nos EUA foi de 4,2% em fevereiro, levemente abaixo da taxa de 4,4% em janeiro, informou o mesmo departamento. A última vez em que a taxa de poupança superou 4% por dois meses consecutivos foi em agosto e setembro de 1998.

 

A taxa de poupança saltou no primeiro semestre do ano passado, quando os norte-americanos receberam os cheques de estímulo econômico distribuídos pelo governo do ex-presidente George W. Bush. Desde então, as pessoas vêm guardando dinheiro a níveis acima dos vistos nos anos antes da recessão, conforme o desemprego aumenta e a renda diminui.

 

Inflação

 

O índice de preços dos gastos com consumo nos Estados Unidos (PCE, na sigla em inglês) subiu 0,3% em fevereiro ante janeiro e avançou 1% na comparação com fevereiro do ano passado, informou hoje o Departamento de Comércio norte-americano. Em janeiro, o PCE também aumentou 0,3% na comparação mensal e subiu 0,8% na base anual.

 

O núcleo do PCE, que exclui as variações de preços de alimentos e energia, avançou 0,2% em fevereiro ante janeiro e subiu 1,8% na comparação com fevereiro do ano passado. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) acompanha a variação em base anual do núcleo do PCE em busca de sinais de pressões inflacionárias.

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