Renda extra

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Renda de trabalhador formal cai em agosto; informal sobe

Apesar disso, o salário dos trabalhadores que têm carteira assinada ainda é 48% maior que o dos sem carteira

Reuters,

20 de setembro de 2007 | 09h58

Os trabalhadores com carteira assinada no Brasil tiveram rendimento menor no mês de agosto, enquanto aqueles sem vínculo empregatício registraram alta em seus salários. É o que mostram dados divulgados nesta quinta-feira, 20, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  No total, a renda média do trabalhador brasileiro caiu 0,5% no mês passado, na comparação com julho. Segundo o gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo, essa redução reflete o aumento da inflação.  Entre os grupos de trabalhadores, o salário dos empregados com carteira caiu 1,5% na comparação com o mesmo mês de 2006, enquanto a renda dos sem carteira subiu 1,6%. Ante julho deste ano, o resultado foi de queda de 1,3% e estabilidade, respectivamente. Apesar disso, a renda dos trabalhadores com carteira continua sendo maior que o dos sem carteira no Brasil. Enquanto o salário médio do primeiro grupo ficou em R$ 1.109,40 no mês passado, o do segundo foi de R$ 748,30, uma diferença de cerca de 48%.  No caso dos trabalhadores por conta própria, o rendimento médio ficou em R$ 888,30 em agosto, recuperação de 5,2% em relação ao mesmo mês de 2006 e queda de 4,8% ante julho. Emprego Também segundo os dados do IBGE, a taxa de desemprego no Brasil ficou estável em 9,5% em agosto, mesmo patamar de julho.  O número de pessoas ocupadas ficou em 21,049 milhões nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, o que representa um aumento de 1% sobre julho e de 2,9% frente a igual período de 2006.  O total de pessoas desocupadas ficou em 2,216 milhões, aumento de 1,9% na comparação com julho, mas uma queda de 8,4% ante agosto do ano passado. Inflação Os índices de inflação do País entraram em um movimento de crescente elevação a partir de julho, pressionados em grande parte pela alta nos preços dos alimentos. No mercado interno, os produtos agropecuários estão enfrentando problemas de entressafra e de forte demanda. Como exemplo, é possível citar a continuidade da elevação de preços do leite no atacado, que subiu 13,85% em agosto, ante 8,91% em julho. No cenário externo, a alta mundial do preço das commodities também pressiona os índices no Brasil. Para Salomão Quadros, da Fundação Getúlio Vargas, a forte demanda externa produziu a alta das cotações. A renda calculada na pesquisa de emprego do IBGE é deflacionada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação da camada de renda mais baixa da população, na média das seis regiões. Com a pressão dos preços dos alimentos, o INPC tem registrado aumentos superiores ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial do País. 

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