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Renda dos americanos sobe menos que o previsto em setembro

Já os gastos da população, que avançaram 0,6% no mês passado, ficaram dentro do esperado 

Álvaro Campos e Gabriel Bueno, da Agência Estado,

28 de outubro de 2011 | 10h48

A renda pessoal dos norte-americanos subiu 0,1% em setembro, após queda mensal de 0,1% em agosto, segundo informou hoje o Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Já os gastos da população com consumo subiram 0,6%, depois de um aumento mensal de 0,2% em agosto. O aumento da renda ficou abaixo do esperado por economistas, que previam alta de 0,3%, enquanto a variação dos gastos ficou dentro do calculado previamente.

Os gastos dos consumidores são um componente essencial para a economia dos EUA, embora eles não tenham sido fortes o bastante para gerar um crescimento mais rápido. O alto nível de desemprego no país tem gerado aumentos irrisórios nos salários, o que tem feito os norte-americanos tirarem dinheiro de suas reservas para cobrir a diferença entre renda e despesas. Com isso, a taxa de poupança recuou para 3,6% em setembro, o menor nível desde dezembro de 2007.

Mão de obra

O custo da mão de obra nos EUA desacelerou bastante no verão (boreal), aumentando pouco no momento em que o alto desemprego reduz o espaço para trabalhadores buscarem melhores salários. O custo da mão de obra subiu 0,3% no trimestre entre julho e setembro.

Economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam um aumento de 0,6% no terceiro trimestre. Salários e pagamentos aumentaram 0,3%. Os custos com benefícios, porém, subiram apenas 0,1%, após um grande ganho no segundo trimestre. Os benefícios incluem horas extras, bônus não atrelados à produção, bem como licenças remuneradas, seguros e aposentadorias.

Comparado com o terceiro trimestre de 2010, os custos da mão de obra aumentaram 2,0%, acima do ganho de 1,9% em 12 meses registrado no terceiro trimestre de 2010. Os custos com benefícios em uma base anual continuam a subir mais rápido que os custos com salários no trimestre anterior, avançando 3,2%.

Os benefícios representam cerca de 30% dos custos totais de compensação, com salários representando cerca de 70%.

Os ganhos dos trabalhadores avançaram pouco ao longo dos últimos 12 meses. O desemprego está alto e deve permanecer alto durante 2012, deixando trabalhadores com menos poder de barganha em comparação a outras épocas.

O relatório mostra que as compensações no setor privado subiram 0,4% no terceiro trimestre, com salários e benefícios de funcionários públicos inalterados. Muitos governos municipais enfrentam uma situação difícil, com problemas no orçamento em meio a uma economia que se enfraqueceu no ano. Ainda que o governo tenha registrado um aumento no crescimento no período, o desemprego impede que a economia se expanda mais fortemente em base sustentada. As informações são da Dow Jones.

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