Renda extra vem da Suécia

Anastásia trabalha sete dias por semanas, tem dois filhos e o marido está desempregado. Oficialmente, ganha apenas 600 como garçonete em um restaurante de luxo de Heráclion, Creta. Mas foi buscar na Suécia uma forma de garantir uma renda maior.

O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2011 | 03h05

Na Grécia, todos tem alguma história para contar sobre como estão lidando com a crise. Anastásia é apenas uma delas. Nasceu em Estocolmo há 44 anos. Mas nunca mais voltou ao país escandinavo. Com o aumento de impostos, da falta de trabalho para seu marido e seu salário abaixo da linha da pobreza na Europa, a garçonete conseguiu do governo sueco uma assistência social extra, de 1 mil, que garante a vida da família.

"Eu nunca dei atenção para o fato de que eu tinha nascido na Suécia. Mas, quando a crise apertou, cada um foi buscar uma forma de sair do apuro", contou. "Alguns venderam suas casas na praia para estrangeiros, Outros deixaram de viajar e até cancelaram a ideia de ter mais filhos. Eu tive a sorte de nascer na Suécia, onde o sistema de bem-estar social ainda funciona", disse. "Sinceramente, não sei como passaria esses meses apenas com meu salário de 600."

Apesar da solução encontrada, a garçonete diz estar entre os 80% da população que não acreditam que as medidas adotadas pelo governo evitarão a quebra do país. Uma recente pesquisa do jornal To Vima mostrou que oito em cada dez gregos não acreditam que os pacotes de austeridade evitarão a moratória da Grécia. / J.C.

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