Renda familiar cresce mais no Rio que em SP

Com alta de 12,2%, rendimento chegou a R$ 858 na região metropolitana fluminense; Alagoas, Maranhão e Piauí têm maiores taxas de miséria

Fernando Dantas e Nilson Brandão Junior, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2020 | 00h00

A renda média familiar per capita da região metropolitana do Rio de Janeiro cresceu 12,2% em 2006 e passou a de São Paulo, que cresceu apenas 4,4%. No ano passado, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a renda média familiar per capita na região metropolitana do Rio em setembro de 2006 (quando a pesquisa foi a campo) era de R$ 858 e a de São Paulo ficou em R$ 824. Em 2005, a paulista era de R$ 790 e a do Rio de R$ 765 (todos os valores foram ajustados pela inflação).A região metropolitana de São Paulo é composta por 40 municípios, incluindo São Paulo, e a do Rio, por 20. O fato de a renda média metropolitana carioca ser maior que a paulista não é inédito - já tinha ocorrido em 2003 e 2004.Os dados da Pnad 2006 mostram que a renda média familiar per capita do conjunto das regiões metropolitanas - além de Rio e São Paulo, Belém, Salvador, Fortaleza, Recife, Distrito Federal, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre - cresceu 7,4% em 2007. Assim, São Paulo cresceu abaixo da média, e o Rio, acima. A renda do conjunto metropolitano, porém, cresceu menos do que a do País como um todo, que teve expansão de 9,3%, saindo de R$ 525 em 2005 para R$ 574 em 2006.Em 2006, a região metropolitana de Belo Horizonte foi a que teve o maior aumento de renda familiar per capita, de 13,2%, levando-a para R$ 733. O Rio veio em segundo lugar e Salvador, em terceiro, com aumento de 11,9%, para R$ 553. O menor aumento, de apenas 1%, foi o de Curitiba (para R$ 773), seguido de Fortaleza (4,3%, para R$ 442) e São Paulo.A maior renda familiar per capita metropolitana em 2006 foi a do Distrito Federal, de R$ 1.119, com crescimento de 10,9%. A menor foi a de Fortaleza (R$ 442). Os dados foram calculados, com base na Pnad, pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), do Rio.ESTADOSDados levantados pelo Centro de Política Social da Fundação Getúlio Vargas revelam que Alagoas, Maranhão e Piauí têm maior participação de miseráveis na população, com porcentuais, respectivamente, de 44,44%, 44,23% e 40,08%. A média no Brasil é de 19,31%. Já São Paulo (9,94%), Paraná (9,79%) e Santa Catarina (4,68%) têm as menores proporções de miseráveis.Em 2006, as maiores quedas na taxa de miséria foram em Mato Grosso do Sul (-29,56%) e em Santa Catarina (-26,23%). Dentre os dez Estados que tiveram quedas inferiores à média de 15%, sete estão entre os que têm a maior parcela de miseráveis.

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