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Renda fixa de emergentes perde investidores

Cresceu nos últimos dias a fuga dos investidores estrangeiros dos fundos de renda fixa dos países emergentes

FERNANDO NAKAGAWA, CORRESPONDENTE / LONDRES, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2013 | 02h12

A fuga de estrangeiros da renda fixa de países emergentes observada nos últimos dias foi a maior em 89 semanas. O dado consta da pesquisa semanal "EM Flow Monitor", realizada pelo Royal Bank of Scotland (RBS) com números da consultoria EPFR Global.

De acordo com o estudo, fundos de renda fixa de mercados emergentes perderam US$ 2,6 bilhões na semana encerrada em 19 de junho. Em ações, a saída somou outros US$ 3,4 bilhões. O RBS prevê que a fuga deve continuar pelas próximas semanas.

O levantamento mostra que, no total, estrangeiros reduziram a posição em carteiras de renda fixa emergente em 1,01% em apenas uma semana. Por segmento, foram sacados US$ 1,3 bilhão que estavam em títulos emergentes emitidos em moeda forte e US$ 951 milhões alocados em fundos com papéis em moedas emergentes. Também foi registrado fluxo negativo em carteiras com moedas mistas.

"Fundos emergentes de renda fixa tiveram a quarta semana consecutiva de saída de recursos. A cada semana desse período, o fluxo negativo aumentou e, agora, tivemos o pior desempenho desde outubro de 2011", informa o estudo.

Receio. "Nós prevemos que os fundos de renda fixa de mercados emergentes continuarão a observar saída de recursos nas próximas semanas, com os investidores permanecendo receosos com o futuro do programa de relaxamento quantitativo nos Estados Unidos, especialmente após o discurso mais duro do Federal Reserve", disseram os economistas do RBS, Mohammed Kazmi e Tatiana Orlova.

Estrangeiros também desmontaram posições no mercado acionário de países emergentes. Ao todo, foram retirados US$ 3,4 bilhões de fundos de ações. Assim, o total investido por estrangeiros diminuiu 0,43% em uma semana. "Acreditamos que essas carteiras terão de se esforçar para voltar a atrair recursos diante da fraca expectativa de crescimento da economia global, o que determinou a saída de capital estrangeiro dessas carteiras em 12 das últimas 17 semanas", conclui o estudo.

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