Renda fixa supera dólar e Bolsa em março

As aplicações em renda fixa ocuparam a liderança do ranking de investimentos no mês de março, superando o mercado acionário e o dólar, ao contrário do que vinha ocorrendo desde o início do ano. Em janeiro, a melhor aposta foi o investimento em moeda norte-americana. Já em fevereiro, ganhou mais quem comprou ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).De acordo com dados projetados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), os fundos DI - que acompanham os juros praticados no mercado - obtiveram o maior ganho do mês, com rendimento nominal de 1,34%. Os fundos de renda fixa - que pagam juros prefixados de títulos públicos federais - não ficaram muito atrás, registrando ganho nominal de 1,30%. Logo atrás ficaram os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) de 30 dias para média quantias, que apresentaram um rendimento nominal de 1,21%.Ainda registrando ganho, aparecem a caderneta de poupança e o ouro, com ganhos nominais de 0,68% e 0,70%, respectivamente. Todas estas modalidades de investimentos superaram a inflação do período medida pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas, que ficou em 0,09%. Bolsa e dólar em quedaPerdeu quem apostou em ações e dólar em março. O Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa - registrou uma perda de 5,55%. A Bolsa foi afetada pela queda do preço das ações de algumas empresas do setor de telecomunicações, que tem forte peso na composição do Ibovespa, e pelo pequeno corte da taxa de juros básica - Selic - de 0,25 ponto porcentual. O mercado esperava por um corte de, pelo menos, 0,5 ponto. Já o dólar oficial divulgado pelo Banco Central (BC) teve queda de 1,05% e o dólar paralelo registrou uma queda de 0,93%. Quem preferiu alocar recursos nos fundos cambiais registrou uma perda de 0,63%. Isso porque o investimento também paga uma taxa de juros prefixada além da variação do câmbio. Março foi um mês de pouca pressão sobre o câmbio devido ao fluxo positivo de dólares para o País. Além disso, outros fatores influenciaram as cotações: crise política vivida pela base governista trazendo incertezas para a sucessão presidencial e a piora da situação econômica da Argentina, em que o dólar chegou a ser cotado a 4 pesos.

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