Renda ganha importância no crescimento de vendas, aponta IBGE

A pesquisa mensal de comércio de setembro mostrou que as atividades mais sensíveis ao crédito estão perdendo fôlego e as que têm no aumento da renda um fator primordial para o desempenho estão melhorando, destacou o técnico do IBGE Nilo Lopes. Como exemplo, o técnico, responsável pela pesquisa, citou as vendas de móveis e eletrodomésticos, que desaceleraram de um aumento de 28,81% em agosto ante igual mês do ano passado para 20,32% em setembro, nessa mesma base de comparação. Por outro lado, o segmento de hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo saltou de um aumento de 3,84% em agosto para 9,17% em setembro. Só os hiper e supermercados sozinhos cresceram 9,69% em setembro, com o maior impacto positivo para o desempenho do varejo no mês. Lopes disse ainda que a desaceleração de móveis e eletrodomésticos também está relacionada à elevada base de comparação do ano passado, mas observou que está claro na pesquisa que "já dá para vislumbrar que no primeiro semestre o fator crédito havia sido chave para o desempenho positivo do comércio e agora perde fôlego para o fator renda, que está crescendo de forma mais firme do que estava ocorrendo". Para Lopes, o maior peso do fator renda no desempenho do comércio, mesmo que leve a taxas de crescimento menores do que as geradas pela forte expansão do crédito, "pode garantir um crescimento mais prolongado, já que o crédito, exclusivamente, restringe o orçamento das famílias".

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