Renda média real do brasileiro sobe 1,7% em 2008, diz IBGE

Camadas mais baixas de rendimento apresentam os maiores ganhos em relação ao ano anterior, aponta Pnad

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

18 de setembro de 2009 | 10h27

O rendimento médio real mensal do trabalho prosseguiu em trajetória de aumento no País em 2008, mas o ritmo de crescimento caiu em relação aos anos anteriores. Segundo divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2008 (Pnad 2008) mostra que a renda média real (descontada a inflação) do brasileiro foi estimada em R$ 1.036,00 no ano passado, com alta de 1,7% ante o ano anterior. O resultado considera a renda de pessoas de dez anos ou mais de idade, ocupadas e com rendimento. A variação foi menor que a apurada em 2007 em relação a 2006, de 3,1%, e em 2006 ante 2005, de 7,2%.

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A Pnad apontou também que, ainda no ano passado, as camadas mais baixas de rendimento apresentaram os maiores ganhos em relação ao ano anterior. Segundo a pesquisa, para os 10% das pessoas ocupadas com os rendimentos mais baixos, o crescimento do rendimento médio real mensal foi de 4,3% ante o ano anterior. Já os 10% dos trabalhadores que tinham os rendimentos mais elevados tiveram um aumento de 0,3% de um ano para o outro.

Com a continuidade na alta do rendimento, sobretudo para os que ganham menos, houve prosseguimento também no recuo na concentração do rendimento do trabalho. O índice de Gini, que mede o nível de concentração de renda - quanto mais próximo de 1, maior a concentração - caiu de 0,528 em 2007 para 0,521 em 2008.

No que diz respeito ao rendimento médio mensal real (descontada a inflação) dos domicílios, a Pnad mostrou uma renda estimada em R$ 1.968,00, com alta de 2,8% ante o ano anterior. Neste caso, houve aceleração no aumento em relação aos apurados em 2007 ante 2006 (1,4%), mas a alta foi inferior à registrada em 2006 ante 2005 (7,6%).

 

Entenda a Pnad

 

A Pnad é realizada anualmente e investiga os temas de habitação, rendimento e trabalho, associados a aspectos demográficos e educacionais. A pesquisa tem seus primórdios em 1967, quando foi iniciada apenas na área do Rio de Janeiro, e na atualidade é realizada nacionalmente, por meio de uma amostra de domicílios. No levantamento divulgado nesta sexta-feira, 18, foram pesquisadas 391.868 pessoas e 150.591 unidades domiciliares, distribuídas por todo o País.

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