Renda per capita do brasileiro pode atingir patamar de países ricos em 2040, diz CNI

Rendimento individual da população poderá saltar de US$ 10.465 mil para US$ 40 mil no período

Célia Froufe, Carol Pires e Denise Madueño, da Agência Estado,

25 de maio de 2010 | 09h37

O Brasil poderá alcançar até 2040 o patamar de rendimento individual da população verificado nos países mais ricos do mundo. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI) expressa no documento "A Indústria e o Brasil - uma agenda para crescer mais e melhor", entregue nesta terça-feira, 25, aos convidados do Encontro da Indústria com os Presidenciáveis, realizado na sede da instituição, em Brasília.

 

O levantamento de 230 páginas salienta que a renda per capita anual poderá saltar de US$ 10,465 mil para US$ 40 mil. Segundo a CNI, o Brasil poderá conseguir o feito de dobrar a renda per capita anual a cada 15 anos, em vez do ritmo atual de 21 anos, se sustentar um crescimento de 5,5% ao ano. "O País poderá crescer a taxas superiores a 5% ao ano, desde que respeite as lições sobre a importância da estabilidade, priorize a competitividade e avance na modernização das instituições econômicas e políticas", afirma o documento.

A CNI enfatiza que, nas décadas de 80 e 90, o crescimento médio da renda per capita era de 0,5% ao ano. "Mantendo-se esse ritmo, o País levaria 137 anos para dobrar a sua renda per capita.", destaca a CNI. Entre 2004 e 2008, também de acordo com a Confederação, o crescimento desse indicador foi de 3,4% ao ano, o que, se mantido, fará com que a renda dos brasileiros dobre a cada 21 anos. Com um crescimento econômico de 5,5%, a renda per capita expandirá 4,5% ao ano, pelos cálculos da CNI.

Para que esse cenário seja atingido, é preciso que a indústria esteja no centro da estratégia do crescimento, avalia a CNI. "Períodos de maior crescimento são liderados pelo desempenho da indústria e dos investimentos que ela realiza. Estimular a indústria brasileira a manter-se competitiva, diversificada e líder do crescimento econômico é o caminho para o crescimento sustentado."

O foco da indústria, por sua vez, deve se ater a cinco pontos, destaca o documento: integração do mercado doméstico, internacionalização, inovação industrial, projetos propulsores, economia de baixo carbono.

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