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Renda per capita do Nordeste ainda é a metade da brasileira, diz Ipea

Mesmo com o crescimento da região a partir de 2003 acima da média nacional, a renda não subiu

Gustavo Porto e Suzana Inhesta, da Agência Estado,

19 de setembro de 2013 | 12h01

SÃO PAULO - O coordenador da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Aristides Monteiro Neto, avaliou, nesta quinta-feira, 19, no Fóruns Estadão Regiões - Nordeste, que a renda per capita do Nordeste em 2010 ainda era metade da renda brasileira e que, mesmo com o crescimento da região a partir de 2003 em velocidade acima da nacional, ela não subiu. "Para que o PIB per capita do Nordeste chegue a 75% do brasileiro, seria preciso crescer 2,4 vezes mais que País", disse.

Segundo ele, numa região pobre como a nordestina "precisamos ampliar a taxa de investimento local". Monteiro Neto citou que a captação de recursos é grande nos Estados, com a liberação de R$ 40 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do BNB, mas investimentos estaduais ainda são baixos.

"O setor privado cobra infraestrutura dos governadores e a taxa de investimento público estadual não cresceu muito. Em 2011, os investimentos públicos somaram R$ 6,5 bilhões ou menos de R$ 1 bilhão para cada Estado, o que não da para atender às demandas", disse. "É preciso ampliar a renda per capita do nordestino e criar uma discussão para levar essa proporção para 75% em um determinado prazo", afirmou.

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