Renda registra maior queda em outubro desde janeiro de 2006

Rendimento dos trabalhadores ficou em R$ 1.258 no mês passado; desemprego no País cai levemente para 7,5%

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

19 de novembro de 2008 | 09h07

 O rendimento médio real dos trabalhadores ficou em R$ 1.258,20 em outubro, com queda de 1,3% ante setembro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do maior recuo, ante mês anterior, apurado pelo IBGE desde janeiro de 2006 (-1,6%). Na comparação com outubro de 2007, a renda teve alta de 4,5%. A taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 7,5% em outubro, ante 7,6% em setembro. Em outubro do ano passado, a taxa de desemprego era de 8,7%.     O gerente da pesquisa mensal de emprego do instituto, Cimar Azeredo, disse que a queda na renda ante setembro ocorreu em quatro (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife) das seis regiões pesquisadas, com aumentos apenas em Belo Horizonte e Porto Alegre.   Veja também: Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Segundo Azeredo, o deflator da renda real, que é o INPC médio das seis regiões pesquisadas, subiu para 0,50% em outubro, ante 0,16% em setembro, o que pode ter influenciado o resultado do rendimento.   De acordo com ele, uma das possibilidades para explicar a queda ante mês anterior, além do deflator, pode ser também a contratação de trabalhadores temporários em outubro, que costumam ganhar menos.   Crise não afeta contratações   A população ocupada nas seis principais regiões metropolitanas do País somou 22,15 milhões de pessoas em outubro, com aumento de 0,8% ante setembro e de 4,0% na comparação com outubro do ano passado. A população desocupada, em outubro, somou 1,78 milhão, com queda de 1,8% ante setembro e recuo de 11,8% ante outubro de 2007.   Azeredo destacou que a crise internacional ainda não teve efeito sobre as contratações. "Com toda essa turbulência internacional, o mercado de trabalho ainda não está sentindo os efeitos da crise ao ponto de ocorrer redução do número de ocupados. Não estão ocorrendo demissões, o mercado está contratando", disse.   Ele observou ainda que um dos primeiros sintomas da crise no mercado de trabalho costuma ser o aumento da informalidade, o que também não ocorreu em outubro. Ao contrário, ele destacou o aumento de 1,9% no número de contratações com carteira assinada ante setembro.   A pesquisa mostrou um novo aumento no número de ocupados com carteira de trabalho assinada, com acréscimo de 1,9% ante setembro e de 7,3% ante outubro do ano passado. Do total de 855 mil vagas geradas no mercado de trabalho metropolitano em outubro deste ano, comparativamente a igual mês de 2007, 673 mil vagas são formais.   Texto atualizado às 10h30      

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