Paulo Victor/ Estadão
Paulo Victor/ Estadão

Renda variável garante redução do déficit da Previ até julho

Resultado das aplicações garantiu que o resultadonegativo fosse reduzidoem R$ 1,5 bilhão, paraR$ 14,5 bilhões

Mônica Ciarelli, Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2016 | 05h00

RIO - A Previ, maior fundo de pensão do País, contabilizou um patrimônio total de R$ 168,1 bilhões nos primeiros sete meses. Mesmo diante de um cenário econômico mais conturbado, a fundação informou que bateu a meta atuarial prevista para o período e conseguiu reduzir em R$ 1,5 bilhão o déficit em relação ao resultado de dezembro, queagora soma R$ 14,5 bilhões.

A melhora no resultado é fruto principalmente do bom desempenho da carteira de renda variável, que em 2015 sofreu com a performance negativa da maioria das empresas brasileiras negociadas em bolsa de valores.

No Plano 1, que concentra 95% dos ativos, a fundação conseguiu garantir uma rentabilidade acumulada de 11,02%, acima da meta atuarial de 8,82% fixada para o período. O porcentual não leva em consideração a valorização de participações acionárias em blocos de controle da Previ, como a fatia na Vale, Neoenergia e Invepar, que são avaliadas a valor econômico e, portanto, só são contabilizadas no balanço fechado do ano. Pelos cálculos da Previ, a rentabilidade prévia do segmento ficou na casa dos 13%.

O destaque na carteira de renda variável veio dos ganhos obtidos com os papéis preferenciais da Petrobrás, que apresentaram rentabilidade acima de 77% e engordaram o patrimônio da fundação em R$ 1,8 bilhão. Com alta de 46% na bolsa de valores, a participação das ações ordinárias do Banco do Brasil na carteira do fundo elevou o patrimônio em R$ 1,6 bilhão. Já a aplicação em papéis ordinários da CPFL Energia gerou ganhos de R$ 2,4 bilhões.

“O desempenho dos planos da Previ, em especial o Plano 1, tem sido pontualmente afetados pela conjuntura econômica local e global, com muitas oscilações. Os fundamentos das nossas políticas de investimentos são bons e os ativos que temos nas carteiras, consequentemente, são sólidos e resilientes, entregando os resultados ao longo do tempo”, explica o presidente da Previ, Gueitiro Genso, em nota.

Já no Previ Futuro, a fundação registrou rentabilidade de 16,83%, quase o dobro da meta e ampliou em R$ 1,7 bilhões seu patrimônio ao longo dos sete primeiros meses do ano. “O Previ Futuro, que tem todos os seus ativos (de renda variável) negociados na Bolsa de Valores, apresentou rentabilidade de cerca de 30%, alinhada ao desempenho do IBrX”, diz

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.