Renovação com FMI seria em outras condições, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, afirmou, há pouco, que o governo brasileiro não hesitará em renovar o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), caso seja necessário para o equilíbrio macroeconômico do País. "Se for necessário para o equilíbrio macroeconômico, não hesitaremos em fazê-lo. Se não for, não faremos", disse ele, em rápida entrevista após ter uma reunião com o missão do FMI que está no Brasil para a penúltima revisão do acordo atual, que termina em dezembro. O ministro informou que a decisão do governo sobre a renovação ou não do acordo será tomada em outubro, quando um nova missão estará no Brasil para a última revisão. O ministro assegurou que, se o governo renovar o acordo com o FMI, a negociação será feitas em outras condições. "Se a renovação do acordo se colocar necessária, será feita em outras condições, com outra pauta", disse o ministro, que esteve hoje reunido com a missão do FMI que está no Brasil para a penúltima revisão do acordo. Segundo ele, a pauta não seria "certamente" a mesma do acordo do ano passado, quando havia uma crise de "sérias proporções" no Brasil. Ele ressaltou que, no ano passado, quando o acordo atual foi fechado, a situação da economia brasileira era outra e requeria medidas diferentes.Ao ser questionado sobre a possibilidade de flexibilização das regras do FMI para o cálculo do superávit primário para permitir o aumento dos investimentos na área social e de infra-estrutura, o ministro disse que não daria tempo para propor mudanças no acordo atual que termina em dezembro. Mas acrescentou: "Se houver necessidade de novo acordo, uma série de discussões novas será colocada", disse o ministro. Ele fez questão de ressaltar que a pauta brasileira é voltada para o crescimento. Leia também: FMI vai reecomendar aprovação da revisão do acordo, diz chefe da missãoFlexibilização das regras do FMI não é para agora, diz Palocci

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