Renovação de créditos de empresas no exterior é menor em março

O volume de renovação para empréstimos de médio e longo prazo das empresas brasileiras no exterior recuou este mês. De acordo com levantamento feito pelo Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, as empresas renovaram apenas 45% desses empréstimos. As captações feitas de 1º a 24 de março somaram US$ 527 milhões enquanto que os pagamentos somaram, no mesmo período, US$ 1,159 bilhão. Segundo o chefe do Depec, Altamir Lopes, dois fatores contribuíram para o recuo do volume de rolagem. Em primeiro lugar, o fator "antecipação", ou seja, o cenário favorável do primeiro bimestre do ano fez com que muitas empresas antecipassem a renovação de empréstimos e a captação de recursos para pagamento de débitos com vencimento a partir de março. Nos primeiros dois meses do ano, a taxa de rolagem total foi de 237%, ou seja, as empresas não só renovaram os empréstimos antigos como contrataram novos recursos. "Essa foi uma taxa excepcional", comentou Lopes. O segundo fator é mais negativo. "Tivemos um aumento da aversão ao risco nas últimas duas semanas, reflexo dos atentados em Madri", comentou Lopes. Segundo ele, esse aumento da aversão ao risco foi sentida não somente pelo Brasil, mas "por todos os países emergentes". A queda na taxa total de rolagem foi puxada pelas operações com bônus, notes e commercial papers. Em fevereiro, a taxa de rolagem desses instrumentos foi de 255%, caindo para 18% agora em março. No caso dos empréstimos diretos, houve, na verdade, um aumento na taxa de rolagem, que passou de 164% para 188%, no período. Apesar da queda, Lopes afirmou que o recuou das renovações de empréstimos das empresas foi "pontual". "A tendência é de normalização desse quadro", salientou.

Agencia Estado,

24 Março 2004 | 14h04

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