REP, da PDG, arruma a casa

Depois de dois anos de reestruturação interna, a Real Estate Partners (REP), empresa de shoppings da PDG com a holding que controla a construtora Adolpho Lindenberg, está em busca de novas oportunidades para crescer no setor. A empresa vai investir R$ 150 milhões neste ano.

O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2014 | 02h03

Desde 2012, quando a PDG assumiu o controle, com 60% de participação, a REP vem passando por uma remodelação baseada no ajuste do foco das operações e na reestruturação do capital. O executivo Thiago Lima foi contratado no ano passado para concluir a arrumação da casa. Egresso da rival BR Malls, ele enxugou a diretoria e revisou processos para aumentar a eficiência. Os negócios, antes voltados para diferentes ramos de propriedades comerciais, passaram a ser concentrados no desenvolvimento e administração de shoppings de porte médio e centros de conveniência (strip malls). Hoje, a REP é dona ou administra seis shoppings e 18 strip malls, totalizando 24 operações, das quais 22 estão no Estado de São Paulo. O ativo mais novo é o Shopping Botucatu, inaugurado em maio. Por enquanto, a meta é ampliar o que já está em operação, em vez de inaugurar novos empreendimentos. "Tem muita vacância nos shoppings do interior do País. A REP decidiu que o momento é de fechar a cortina e olhar para dentro", diz Thiago Lima.

A reestruturação envolveu ainda o cancelamento de projetos e a venda de terrenos. Lima disse que a REP tem potencial para venda de mais R$ 150 milhões em terrenos, sem contar possíveis negociações de fatia nos seus shoppings, o que lhe dá tranquilidade para a composição de caixa para novos investimentos.

'A conferência não é uma realidade nas pequenas empresas'  

A Voitel, empresa de tecnologia para teleconferêcias, vê na corrida das empresas para cortar custos uma oportunidade de crescer. Ela investiu em estúdios e tecnologia para aprimorar a experiência de fazer reuniões à distância - serviço que tem ganhado mercado com a busca das empresas para ganhar tempo e reduzir despesas com viagem. Leia a seguir os trechos da entrevista com o presidente da Voitel, Pedro Suchodolski:

Como o desaquecimento da economia brasileira impacta o seu negócio?

As empresas estão neste momento buscando aumentar a produtividade. A conferência dá agilidade na tomada de decisões e reduz os custos de viagens. Em épocas de crise, o mercado se aquece. Neste ano, nossa previsão é crescer 17% e atingir receita de R$ 20 milhões.

Qual o potencial desse mercado?

O mercado está começando no Brasil. É possível crescer com novas tecnologias. Hoje 80% do nosso negócio vêm de conferências de voz, mas o uso do vídeo está em ascensão. As transmissões ao vivo associadas a soluções de compartilhamento de arquivos proporcionam uma experiência quase igual a uma reunião presencial, mas com custo menor. É possível levar essa solução às pequenas empresas. Hoje não é realidade. O pequeno empresário perde tempo falando várias vezes a mesma coisa, quando poderia falar uma vez.

Existem soluções gratuitas para conferências, como o Skype. O que a Voitel pode oferecer a mais?

Podemos fazer conferências com pessoas que estão offline, o que não é possível no serviço gratuito. Além disso, temos um suporte técnico em tempo real em português, inglês e espanhol, três estúdios à disposição dos clientes para fazer transmissões em vídeo e diversas ferramentas para controlar a reunião e produzir relatórios.

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