Repaginado, UBS volta ao Brasil com gestão de recursos

Quase um ano e meio após ter anunciado a saída do Brasil com a venda do Pactual a seu ex-sócio André Esteves, o banco suíço UBS anunciou nesta terça-feira o relançamento de sua operação de gestão de patrimônio no país, já com planos de ser um dos maiores do setor.

REUTERS

21 de setembro de 2010 | 16h32

"Nossa meta é, talvez, estar entre os cinco maiores em 'wealth management' num prazo de cinco anos", disse a diretora-executiva desse segmento do UBS no Brasil, Fernanda Pasquarelli, a jornalistas.

O anúncio vem em meio à recuperação dos efeitos da crise de 2008, que levaram o UBS a se desfazer de ativos em várias partes do mundo para fazer frente aos prejuízos mutibilionários com a crise do subprime nos Estados Unidos.

De acordo com o economista-chefe e chefe global da área de wealth management do UBS, Andreas Hofert, embora o banco tenha planos ambiciosos para o Brasil, o foco agora tende a ser mais moderado com os investidores.

"Temos que restabelecer a confiança, sermos honestos. É um mundo diferente do que antes da crise e agora os objetivos são mais realistas, com foco na preservação do patrimônio dos clientes", disse.

No segundo trimestre, o UBS teve lucro líquido de 1,9 bilhão de dólares, o terceiro resultado positivo trimestral após fortes prejuízos em 2008 e 2009.

No Brasil, eleito pelos bancos junto com China e Índia os mercados que vão oferecer as melhores oportunidades de retorno dos investimentos nos próximos anos, o banco vem se movimentando desde abril, quando anunciou a compra da Link Corretora.

Na área de gestão de recursos, em que perdeu a coroa de maior do mundo para o Bank of America Merrill Lynch, mas segura a vice-liderança global, o UBS reestreia no Brasil com quatro fundos, todos dentro da categoria de multigestores, que incluem ativos de vários mercados (ações, renda fixa, bônus).

Os produtos serão abertos a aplicações iniciais de 300 mil reais, para clientes pessoas física e jurídica com ao menos 1 milhão de reais em recursos para investir.

Alojado em seu único escritório no país atualmente, no mesmo prédio da Link, em São Paulo, o UBS afirma estar em processo acelerado de contratação de profissionais, incluindo para a área de banco de investimentos, que ainda não tem um chefe no país, e promete crescer não apenas de forma orgânica.

"Nossa expansão inclui todas as formas de investimentos. Se as aquisições forem interessantes para nós, por que não?", disse Fernanda.

(Reportagem de Aluísio Alves)

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