Coluna

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Repartição da riqueza sempre esteve em 2º plano, diz IBGE

O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Pereira Nunes, disse hoje, no programa "Bom Dia, Brasil", da Rede Globo, que todo o crescimento experimentado pelo Brasil ao longo do último século deixou em segundo plano a repartição da riqueza. Ao comentar a publicação "Estatísticas do Século 20", uma radiografia do último século divulgada ontem pelo Instituto, Nunes observou que, "se há uma população que trabalha e tem renda, ela tem de consumir". Entretanto, segundo ele, "há, no País, uma parcela que trabalha e produz, mas não tem renda suficiente para comprar". Ele se referia ao fato de a pesquisa ter mostrado que, apesar de a riqueza do País se ter multiplicado por 100 no último século, em 1960 os 10% mais ricos da população detinham uma renda 34 vezes maior que os 10% mais pobres e, 30 anos depois, essa diferença havia saltado para 60 vezes. Outra distorção apontada por ele é que o País ainda não estendeu a educação a toda a população. Questionado sobre o fato de a indústria hoje não estar experimentando os mesmos índices de crescimento da agricultura, Nunes disse que esta é uma caracterísica de país em desenvolvimento, mas observou que a tendência em todo o mundo é pelo crescimento dos serviços, e isso está acontecendo no País. Também, segundo ele, a tendência é a indústria integrar-se mais com a produção agrícola, por meio da agroindústria, e que haja crescimento em todos os setores. Quanto ao aumento da participação da mulher na economia, Nunes lembrou que a pesquisa mostrou que ela dobrou, no último século, mas que a mulher ainda ganha salário menor em funções iguais às exercidas pelos homens.

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