Behrouz Mehri/AFP
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Mercados internacionais fecham sem sinal único, mas vacina para a covid ainda anima

No começo da semana, Pfizer e BioNTech anunciaram que vacina experimental para o novo coronavírus tem mostrado eficácia superior a 90%, o que vem ajudando a alimentar apetite por investimentos considerados mais arriscados, como ações

Sergio Caldas e Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2020 | 07h30
Atualizado 11 de novembro de 2020 | 19h15

As Bolsas da Ásia e Nova York fecharam sem direção única nesta quarta-feira, 11, com algumas ainda sustentadas pela perspectiva de que surja em breve uma vacina viável contra a covid-19. A expectativa por um imunizante também ditou o rumo dos negócios na Europa, onde os índices fecharam em alta generalizada.

No começo da semana, a Pfizer e a BioNTech anunciaram que sua vacina experimental para o novo coronavírus tem mostrado eficácia superior a 90%. Desde então, a notícia vem ajudando a alimentar o apetite por investimentos considerados mais arriscados, como ações. E com os resultados promissores, nesta quarta, os laboratórios anunciaram a conclusão de acordo com a União Europeia para o fornecimento ao bloco de até 300 milhões de doses de sua vacina.

Aina hoje, a Rússia, por sua vez, anunciou que sua vacina experimental para o coronavírus, conhecida como Sputnik V, produziu resultados similares, com 92% de eficácia. Segundo os desenvolvedores da vacina, os dados da análise preliminar ainda serão publicados em uma revista científica internacional e não passaram por avaliação de outros cientistas.

Enquanto isso, a covid-19 continua a preocupar. A Alemanha registrou 261 mortes pela doença em 24 horas, maior número desde 22 de abril, e este e vários países já anunciaram restrições à circulação para controlar a disseminação do vírus. Já nos Estados Unidos, segundo dados divulgados na última terça-feira, 10, o país bateu recorde e registrou 200 mil casos em apenas 24h. Nos primeiros dez dias de novembro, os EUA tiveram mais de um milhão de novos casos da doença.

Bolsas da Ásia 

O índice acionário japonês Nikkei subiu 1,78% em Tóquio, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,35% em Seul, em seu oitavo pregão consecutivo de ganhos, e o Taiex registrou alta de 1,38% em Taiwan. Na Oceania, a expectativa por uma vacina contra a covid-19 e sinais de que a Austrália superou sua segunda onda de infecções pela doença impulsionaram a Bolsa de Sydney. O S&P/ASX 200 avançou 1,72%, atingindo o maior patamar desde o fim de fevereiro, após autoridades australianas anunciarem que o país não registrou novos casos de transmissão local por quatro dias seguidos.

Na ChinaXangai CompostoShenzhen Composto tiveram quedas de 0,53% e 1,94% cada, após Pequim colocar propostas em consulta pública para regular o setor de tecnologia. As propostas trazem diretrizes de como a lei antimonopólio chinesa, de 2008, será aplicada a empresas de internet. O governo chinês está preocupado, por exemplo, com práticas como a de oferecer serviços abaixo do preço de custo para eliminar a concorrência.

Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 0,28%, após os gigantes de internet Alibaba e Tencent sofrerem tombos de 9,8% e 7,2%, respectivamente. A queda do Alibaba foi a maior desde que sua ação foi listada em Hong Kong, há cerca de um ano..

Bolsas da Europa

No velho continente as Bolsas fecharam em alta, mesmo após o pronunciamento de Christine Lagarde, chefe do Banco Central Europeu (BCE). Nesta quarta, ela destacou a importância da política fiscal no centro dos esforços para estabilizar a economia. Ela previu que a recuperação não será linear e terá trajetória instável, e avaliou que aumentaram os riscos à atividade nas últimas semanas, sobretudo com o avanço recente do coronavírus. 

Apesar do tom pessimista, prevaleceu nos índices a animação com uma possível vacina para o vírus. O Stoxx 600 subiu 1,08%, enquanto Londres ganhou 1,35%, a de Frankfurtt teve alta de 0,40% e Paris ganhou 0,48%. Milão, Madri e Lisboa avançaram 0,68%, 1,07% e 1,87% cada.

Bolsa de Nova York

As bolsas de Nova York fecharam o pregão desta quarta-feira sem direção única, ainda influenciadas pelo ajuste de posições relacionado à melhora das perspectivas para uma vacina contra a covid-19. Por um lado, as ações de empresas de tecnologia, que haviam sido pressionadas nos últimos dias, recuperaram parte das perdas e impulsionaram os índices acionários Nasdaq e S&P 500. De outro, papéis mais ligados a uma retomada da economia, como o da Boeing, que tinham se valorizado, devolveram alguns ganhos e pressionaram o Dow Jones.

No fechamento, o Dow Jones registrou queda de 0,08%, o S&P 500 avançou 0,77% e o Nasdaq subiu 2,01%. No entanto, ações de empresas que se beneficiariam de uma retomada econômica maior, como as do setor de aviação, devolveram alguns ganhos que haviam acumulado na esteira do anúncio da Pfizer e da BioNTech. No S&P 500, os subíndices de materiais (-1,37%), industrial (-0,88%) e 

de energia (-0,84%) lideraram as perdas. O papel da Boeing, por sua vez, recuou 3,47%.

O setor de tecnologia, por outro lado, subiu 2,41% no S&P 500. As ações da Apple, da Amazon e do Facebook avançaram 3,04%, 3,37% e 1,49%, respectivamente. Essas empresas foram penalizadas pelos investidores nos últimos dias, já que haviam sido as mais favorecidas pelo confinamento gerado pela pandemia.

Petróleo

petróleo fechou o pregão desta quarta-feira em alta, apoiado pelo apetite por risco nos mercados internacionais, após resultados promissores em testes de vacinas para a covid-19, e pela perspectiva de redução da oferta nos Estados Unidos. No entanto, a alta do dólar e a revisão para baixo da estimativa da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para a demanda global da commodity em 2020 reduziram os ganhos. O cartel prevê agora um recuo de 9,8 milhões de barris por dia, 300 mil a mais do que a estimativa anterior.   

Nesse cenário, o WTI para dezembro subiu 0,22%, enquanto o Brent para janeiro avançou 0,44%, a US$ 43,80 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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