Repsol e Ipiranga vão ao Cade contra a Petrobras

Apesar de a Petrobras ter reajustado os preços de gasolina e diesel no último dia 10 de setembro, o Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE) apontou uma defasagem de 15% no valor que vem sendo cobrado por ambos, com relação ao mercado internacional. "A diferença só não é maior por causa da queda do preço do petróleo lá fora", disse o diretor do CBIE, Adriano Pires. Segundo ele, a abertura de processo por abuso de poder econômico feito pelas duas refinarias privadas do país, de propriedade de Repsol e da Ipiranga, contra a Petrobras, devido a esta defasagem terá dificuldade de ser identificada. "A Petrobras pode apontar outros números como base para seus cálculos e mostrar que nesta área tem sido bastante rentável. Isso pode anular a queixa das refinarias", afirmou. Ele acredita, entretanto, que a defasagem sobre o GLP é que pode classificar a denúncia. "Desde o início do governo Lula que o GLP não aumenta de preços. Com isso, hoje há uma defasagem de até 30% sobre seu preço. Ou seja, para ficar equiparado ao que ele é produzido lá fora, ele teria que ser reajustado em 30%", afirmou.

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