Republicanos dizem estar perto de acordo com Obama; democratas negam

Parlamentares dos EUA precisam elevar o limite legal da dívida para não dar calote no dia 2 de agosto 

Economia & Negócios,

30 de julho de 2011 | 20h23

Líderes do Partido Republicano (oposição) disseram a jornalistas que estavam perto de um acordo com o presidente Barack Obama para aumentar o teto da dívida dos Estados Unidos. No entanto, o líder democrata Harry Reid afirmou, em seguida o contrário - que os dois partidos não estavam próximos de um consenso.

Os republicanos que afirmaram estar chegando ao acordo foram o senador Mitch McConnell e o deputado John Boehner.

O Congresso precisa votar o aumento do limite legal de endividamento dos EUA, hoje em US$ 14,3 trilhões; caso não o faça, o país pode dar um calote nos credores no dia 2 de agosto.

Briga política

Na sexta-feira 29, o Senado, de maioria democrata, rejeitou uma proposta apresentada pelo republicano Boehner, de elevar o teto da dívida em US$ 900 bilhões e exigir cortes de despesas do governo no valor de US$ 2,4 trilhões nos próximos dez anos.

Caso fosse aprovado o projeto de Boehner, o novo limite da dívida permitira ao governo honrar seus compromissos com os credores por seis meses, de modo que em 2012, ano eleitoral, o Congresso teria que aprovar novamente a elevação do teto.

Neste sábado, 30, foi a vez da Câmara, de maioria republicana, rejeitar um projeto dos democratas. A proposta consistia em elevar o teto da dívida em US$ 2,4 trilhões (suficiente para o governo pagar credores até 2013) e cortar gastos no valor de US$ 2,2 trilhões em dez anos. Ainda, Obama defende aumento de impostos sobre os mais ricos, proposta que os republicanos rejeitam.

No passado, a elevação do teto legal da dívida era rotina, mas, neste momento, o partido Republicano, citando o enorme déficit nas contas públicas dos EUA, demandam um corte profundo de gastos como condição para aprovar o aumento do endividamento.

(Com agências internacionais)

 

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