Republicanos pedem que BC dos EUA não aplique novas medidas de estímulo

Segundo líderes do partido no Congresso, novas ações poderiam agravar os problemas atuais da economia americana ou causar novos danos

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

20 de setembro de 2011 | 19h16

Líderes do Partido Republicano no Congresso dos Estados Unidos manifestaram nesta terça-feira, 20, reservas quanto à possibilidade de o Federal Reserve Bank adotar novas medidas de estímulo à economia do país, sob a alegação de que novas ações poderiam agravar os problemas atuais ou causar novos danos.

Numa rara carta endereçada ao presidente do Fed, Ben Bernanke, os quatro principais líderes republicanos no Congresso pediram a ele que "resista a mais intervenções extraordinárias na economia dos EUA, especialmente sem que haja uma articulação clara dos objetivos de tais medidas, uma direção para o sucesso, uma ampla base de dados para defender a necessidade de ação e benefícios quantificáveis para o povo norte-americano".

A carta a Bernanke é assinada pelo presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner (Ohio), pelo líder da maioria republicana na Câmara, Eric Cantor (Virgínia), pelo líder da minoria do partido no Senado, Mitch McConnell (Kentucky), e por Jon Kyl (Arizona). A carta foi obtida pela Dow Jones nesta terça-feira.

Na carta, os opositores do presidente Barack Obama afirmam que rodadas anteriores de afrouxamento quantitativo conduzidas pelo Fed "não facilitaram o crescimento econômico nem reduziram a taxa de desemprego". Segundo eles, as ações anteriores do Fed provavelmente contribuíram para aumentar as incertezas sobre a economia e provocaram mais flutuações.

Uma porta-voz do Fed confirmou que a carta foi recebida hoje pela manhã, mas recusou-se a comentar o assunto.

A carta vem à tona durante a reunião de política monetária do Fed, iniciada hoje e programada para terminar amanhã. Os integrantes do banco central norte-americano estão em busca de novos meios de facilitar o crédito e dar novo impulso à recuperação econômica dos EUA.

As divergências entre os membros do Fed impedem um prognóstico em relação a quais ações serão adotadas, mas analistas consideram mais provável que eles decidam pela chamada "Operação Twist", por meio da qual o Fed tentaria reduzir as taxas de juro de longo prazo e estimular a economia estendendo a maturidade média de seus bônus. As informações são da Dow Jones.

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