Requião critica Agência Estado

Nas duas entrevistas que concedeu hoje de manhã, o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), criticou empresas do Grupo Estado. "Abri aqui na Internet, a Agência Estado, do jornal O Estado de S. Paulo. Parece que o Estadão não publicou, mas a Agência Estado pôs um gaiato falando do `risco Requião`. Ele dizia: uma empresa pública é incompatível com o mercado porque ela tem preocupação social. Será que esses imbecis pensam que fui eleito por quem? Por especuladores do mercado de energia ou pelo povo do Paraná, que quer energia boa, firme, razoável?", questionou. Segundo ele, "o `risco Brasil` é representado por setores da imprensa que acham que as empresas públicas têm que ser privatizadas para que explorem até a medula a nossa população e a nossa economia". Mais tarde, em entrevista à televisão, ele reforçou as críticas. "Eu tenho impressão de que o ´risco Brasil´ não é o ´risco Requião´. O ´risco Brasil´ é o ´risco Agência Estado´, é o ´risco Estadão´, o jornal O Estado de S. Paulo, que critica o governo porque não deixa aumentar a energia elétrica, quando não precisa aumentar porque a companhia é lucrativa e saudável", acentuou. Crítica do mercado financeiroA expressão "risco Requião" foi criada por analistas e operadores do mercado financeiro para caracterizar o comportamento do governador do Paraná em relação às empresas estaduais e às questões regulatórias. Desde que tomou posse, Requião adotou medidas que provocaram a queda das ações de empresas que atuam no Estado. A mais recente foi a desautorização do reajuste de tarifas da Copel, que havia sido anunciado pela diretoria da empresa na terça-feira. Desde o início de 2003, os papéis da Copel acumulam desvalorização superior a 15% na Bovespa.Outro episódio polêmico em que se envolveu Requião, em junho último, foi a encampação pelo governo estadual dos pedágios de seis concessionárias de rodovias que atuam no Paraná. Entre as empresas, encontra-se a Rodonorte, controlada pela Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR). A medida foi formalizada em projeto de lei enviado pelo governador à Assembléia Legislativa do Paraná, no final do último mês de junho.Requião também interferiu na Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Logo no início do ano, anulou o acordo de acionistas que garantia ao sócio privado da estatal - a Dominó Holdings - participação na administração e recebimento de dividendos acima do mínimo obrigatório por lei. Tanto as ações da CCR quanto da Sanepar reagiram negativamente às notícias na época.

Agencia Estado,

22 de agosto de 2003 | 16h05

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