Reservas brasileiras atingem nível recorde, de US$ 74,3 bilhões

As reservas internacionais subiram US$ 617 milhões na última sexta-feira. Com a alta, o valor das reservas passou dos US$ 74,337 bilhões de quarta-feira para US$ 74,954 bilhões no conceito de liquidez internacional. A elevação deixou as reservas em seu maior índice desde o início da série histórica do Banco Central (BC) em dezembro de 1970. "Esse é um valor inédito e é preciso destacar que a dívida externa do governo federal soma hoje cerca de US$ 63 bilhões", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O pico histórico anterior era de US$ 74,656 bilhões, atingido em abril de 1998. "A diferença é que, naquele momento, a dívida externa do governo era de US$ 76 bilhões e, ao final daquele ano, o nível das reservas havia caído substancialmente", afirmou Mantega.O aumento de sexta-feira coincidiu com o ingresso dos US$ 300 milhões captados pelo Tesouro Nacional com a emissão no mercado internacional de um título em reais com vencimento em 2022 e com a entrada dos dólares comprados pelo BC na terça-feira da semana passada. Questionado sobre o custo de administração que envolve esta forte recomposição de reservas, Mantega lembrou que, além de reduzir os níveis de risco do País, na medida que deixa as contas externas mais confortáveis, o próprio custo de administração também está caindo com o ciclo de desaperto monetário. Matéria alterada às 16h09 para acréscimo de informações

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.