Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Reservas brasileiras sobem mais de US$ 12 bi em 1 mês

O Banco Central (BC) reforçou a atuação no mercado cambial nas últimas semanas. Com compras diárias desde 8 de outubro, as reservas internacionais brasileiras cresceram mais de US$ 12 bilhões em pouco mais de um mês. A ação coincide com a volta dos investidores estrangeiros ao mercado de ações brasileiro após as fortes quedas provocadas pela crise imobiliária nos Estados Unidos.Segundo o BC, as reservas cresceram US$ 12,101 bilhões desde o retorno da autoridade monetária ao mercado na segunda semana de outubro. Na média, as reservas foram reforçadas em US$ 448,1 milhões em cada um dos 27 dias úteis desse período - até última sexta-feira. Apenas em novembro, em dez dias úteis, foram adicionados US$ 6,4 bilhões às reservas, que estavam em US$ 174,275 bilhões no fim da semana passada.?O BC retornou ao mercado para absorver o fluxo de dólares para o Brasil, que voltou a crescer?, diz o economista-chefe da Concórdia Corretora, Elson Teles. Para ele, o BC tem atuado sobretudo para recolher parte dos recursos que tem entrado no Brasil pelos novos lançamentos de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).Dados da própria Bolsa confirmam a tese. Desde 8 de outubro, foram realizados 13 lançamentos de ações, que captaram o equivalente a US$ 7,670 bilhões. Desse montante, 51,85% - ou US$ 3,976 bilhões - foram investidos por estrangeiros.Antes desse período de entrada forte de divisas estrangeiras, foram realizados apenas dois lançamentos de ações nos meses de agosto e setembro. A pausa coincide com o auge da crise imobiliária nos EUA.Outro dado que reforça a tese é a forma de atuação do BC, que tem períodos com forte concentração nas compras. Conforme levantamento da Agência Estado, o dia com a maior compra do BC nesse período foi 30 de outubro, quando foram adquiridos cerca de US$ 1,34 bilhão.Nesse dia, foi realizada a liquidação financeira da oferta de ações da própria Bovespa, que trouxe US$ 2,925 bilhões de estrangeiros - o equivalente a 78% do captado. Foi o maior lançamento de ações no período.O presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Luís Afonso Lima, avalia que o volume de investimentos tem crescido principalmente pela expectativa de o Brasil receber o ?grau de investimento? pelas agências de classificação de risco de crédito. Essa nota significa que a probabilidade de um devedor dar um calote é baixa.

FERNANDO NAKAGAWA E PAULA LAIER, Agencia Estado

20 de novembro de 2007 | 08h46

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.