Reservas de gás do País podem dobrar com Libra

Volume total estimado no campo do pré-sal varia de 560 bilhões a 840 bilhões de m³ de gás, com 314 bilhões a 479 bilhões de m³ de gás natural

Mariana Sallowicz, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2014 | 02h06

RIO - As reservas de gás natural do País poderão dobrar caso seja confirmada a estimativa de volume no campo de Libra, pré-sal da Bacia de Santos. O presidente da Pré-Sal Petróleo (PPSA), Oswaldo Pedrosa, afirmou ontem que o volume total de gás estimado no campo de Libra, na Bacia de Santos, varia de 560 bilhões a 840 bilhões de metros cúbicos, sendo de 314 bilhões a 470 bilhões de metros cúbicos de gás natural.

Atualmente, as reservas provadas de gás natural do Brasil somam 458,2 bilhões de metros cúbicos de gás natural, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com Pedrosa, 44% do volume total estimado no campo de Libra é de gás carbônico (CO2).

Apesar de não ser utilizável, o CO2 tem a utilidade de potencializar a recuperação do campo de petróleo ao ser reinjetado. Inicialmente, essa deverá ser a única utilidade do gás na área.

Entre as outras formas avaliadas para se aproveitar o gás, Pedrosa afirma que uma alternativa é a colocação de um navio ao lado de uma unidade flutuante de produção e armazenamento (FPSO, em inglês) para gerar energia. "(O navio) recebe o gás e faz geração termelétrica ali, e transporta o gás através de linhas de transmissão submarinas de corrente contínua", disse após evento realizado no Rio de Janeiro.

Consórcio. Os dois primeiros poços da área de Libra, leiloada em 2013, devem ser perfurados no segundo semestre deste ano, de acordo com Pedrosa. O executivo acredita que o pico de produção do campo ocorrerá em meados da próxima década.

A área foi arrematada pelo consórcio formado por Petrobrás, pelas chinesas CNOOC e CNPC, pela francesa Total e pela anglo-holandesa Shell.

Pedrosa afirmou também que a PPSA trabalha atualmente em quatro processos de unitização, que devem ser resolvidos até o final do ano.

O acordo - entre operadores ou entre a empresa operadora e o governo - é necessário quando um reservatório extrapola os limites do bloco concedido a uma empresa. A PPSA participa da discussão quando inclui uma área do pré-sal.

Entre os quatro processos, três são da Petrobrás. O outro é o da acumulação do Gato do Mato, operado pela Shell no bloco BM-S54, hoje em fase de exploração.

No caso dos processos da Petrobrás, são relativos ao campo de Lula (Bacia de Santos), campo de Sapinhoá (Bacia de Santos) e Tartaruga Mestiça (Bacia de Campos).

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