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Reservas de petróleo brasileiras cresceram 10,8% em 2010

As reservas provadas de petróleo no Brasil cresceram 10,8% de 2009 para 2010, o maior porcentual desde 2002, quando houve aumento de 15,4%, com a entrada em produção de campos no Parque das Baleias, na Bacia de Campos. Desta vez, o crescimento se deve principalmente à incorporação pela primeira vez de parte das reservas do pré-sal da Bacia de Santos, com a produção comercial no campo de Lula (ex-Tupi), no fim do ano passado.

Kelly Lima, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2011 | 00h00

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), as reservas provadas em todas as bacias brasileiras (marítimas e terrestres) alcançaram 13,986 bilhões de barris em 2010. A este volume ainda devem ser acrescidos 259,62 milhões de barris em campos sem plano de desenvolvimento aprovado, que, portanto, ainda não foram formalmente reconhecidos pela ANP.

Se consideradas as reservas totais - provadas, prováveis e possíveis -, o volume anunciado ontem pela ANP para o Brasil atinge 26,930 bilhões de barris. Nesse caso, o salto entre um ano e outro é de 34,7%, maior crescimento desde 2000.

No gás natural, as reservas provadas tiveram aumento de 15,4% na comparação entre 2009 e 2010, superior apenas à elevação de 32,9% de 2004 em relação a 2003. Nas reservas totais de gás natural, no mesmo período, a elevação foi de 37,4%, a maior desde 2004, quando o aumento foi de 41,7% frente ao ano anterior.

Apesar do crescimento expressivo, o País ainda está bem atrás no ranking das maiores reservas de petróleo e gás do mundo, que tem a Rússia e a Arábia Saudita entre as lideranças, com volumes acima de 300 bilhões de barris de óleo equivalente. Segundo estimativas consideradas conservadoras de analistas e já comentadas pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o pré-sal brasileiro pode ter até 150 bilhões de barris de óleo recuperável, o que levaria o País ao grupo dos cinco maiores.

Apenas com as descobertas que já tiveram os seus volumes anunciados no chamado polo de Tupi, na Bacia de Santos, o Brasil pode dobrar o volume de reservas atuais.

Além dos reservatórios descobertos pela Petrobrás ainda devem aumentar estes volumes nos próximos anos os 5 bilhões de barris que o governo repassou para a companhia por meio da cessão onerosa durante sua capitalização, além das novas descobertas de outras companhias, como a OGX, do empresário Eike Batista, que tem estimativas acima de 5 bilhões de barris em suas áreas de concessão.

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