Reservas do BC argentino atingem maior volume desde 2000

As reservas do Banco Central da Argentina chegaram a US$ 28,071 bilhões. Este é o maior volume desde julho do ano 2000, poucos meses antes que a Argentina fosse assolada por uma crise política que começou com a renúncia do então vice-presidente Carlos "Chacho" Álvarez, a disparada da taxa do risco do país, a fuga de depósitos e a queda do governo do presidente Fernando De la Rúa (1999-2001).A crise fez que as reservas do BC despencassem para US$ 8,83 bilhões em agosto de 2002, quando o país estava mergulhado no caos social, financeiro e político. Mas, de lá para cá, as reservas foram gradualmente recuperando-se.Segundo a nova Ministra da Economia, Felisa Miceli, ao longo dos últimos três anos as reservas registraram um aumento de US$ 32,854 bilhões, dos quais US$ 144 bilhões foram utilizados para o cancelamento de diversas dívidas com organismos financeiros internacionais.No entanto, os US$ 28 bilhões atuais nas reservas serão reduzidos drasticamente nos próximos dias, já que o governo do presidente Néstor Kirchner pagará ao Fundo Monetário Internacional (FMI) a totalidade da dívida argentina com esse organismo financeiro.O governo pagará entre os dias 2 e 3 de janeiro um total de US$ 9,810 bilhões. Segundo o governo Kirchner, o restante das reservas do BC são suficientes para respaldar 100% da base monetária.

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