Nick Oxford/Reuters
Nick Oxford/Reuters

Alta do preço faz com que EUA e aliados avaliem liberar reservas emergenciais de petróleo

EUA informaram a Arábia Saudita para garantir que a líder da Opep não reaja à medida interrompendo os aumentos de produção planejados

Dow Jones Newswires

28 de fevereiro de 2022 | 10h54

NOVA YORK - Os Estados Unidos e outras grandes nações consumidoras de petróleo estão considerando liberar 70 milhões de barris de petróleo de seus estoques de emergência à medida que os preços do petróleo aumentam, segundo autoridades europeias e do Golfo Pérsico informadas sobre o plano. A avaliação ocorre em meio a crescentes preocupações com a oferta da commodity depois que a Rússia invadiu a Ucrânia, na madrugada da última quinta-feira.

Membros da Agência Internacional de Energia (AIE), órgão com sede em Paris que representa a maioria das nações industrializadas, podem concordar já nesta segunda-feira, 28, ou terça, 1, em explorar suas reservas nacionais estratégicas de petróleo, segundo as autoridades. A decisão incluiria 40 milhões de barris dos EUA, principalmente de qualidade leve, disseram as fontes.

Os EUA informaram a Arábia Saudita para garantir que o líder de fato da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não reaja à medida interrompendo os aumentos de produção planejados, acrescentam as fontes. Autoridades americanas não pediram suprimentos adicionais da Arábia Saudita durante uma viagem ao local no início de fevereiro, depois de terem sido rejeitadas anteriormente, disseram pessoas informadas por ambos os lados.

A AIE se recusou a comentar. O Departamento de Energia dos Estados Unidos não respondeu ao pedido de comentário.

Aumento de produção

Delegados da Opep disseram que o grupo e seus aliados produtores de petróleo liderados pela Rússia estão planejando aumentar sua produção coletiva em mais 400.000 barris por dia (bpd) em abril em uma reunião marcada para o final desta semana. O aumento estaria alinhado com o que o cartel, chamado Opep+, concordou no ano passado como parte de um plano para aumentar a produção para níveis pré-pandemia.

Em reuniões preparatórias internas na semana passada para discutir o possível impacto no fornecimento da invasão russa na Ucrânia, o cartel manteve sua avaliação de que haveria um superávit no primeiro trimestre do ano na ausência de grandes interrupções russas, disseram os delegados.

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