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Reservas externas renderam 9,3% no ano passado

Rentabilidade em dólar ficou praticamente igual à do ano anterior

Fernando Nakagawa, O Estadao de S.Paulo

13 de agosto de 2009 | 00h00

As reservas internacionais brasileiras renderam, em dólar, 9,3% em 2008. A crise não afetou a rentabilidade, que ficou praticamente estável em relação ao ano anterior, quando foi de 9,4%. Ao divulgar os dados, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Mario Torós, disse que a gestão dos mais de US$ 210 bilhões das reservas está atenta às "oportunidades de mercado". Segundo ele, há margem para realocar parte dos recursos em busca de maior rentabilidade, desde que o risco não seja alterado. Mesmo com a maior crise das últimas décadas, as reservas brasileiras não perderam rentabilidade. O resultado obtido é superior à média anual de 6,2% entre 2002 e 2008. A remuneração dos dólares administrados pelo BC é maior que a rentabilidade em reais, por exemplo, da poupança, que pagou, na média, 7,3% em 2008. Parte desse ganho das reservas foi obtido pela "gestão dinâmica" do BC. Como as reservas já cobrem integralmente a dívida externa do governo e empresas, a autoridade monetária passou a ter espaço para investir parte dos recursos em ativos diferentes. Torós deu como exemplo a "janela de oportunidade" aberta no segundo semestre de 2008. Com o agravamento da crise, caiu o preço dos títulos emitidos por agências e organismos internacionais. Ao mesmo tempo, diminuiu a atratividade de papéis dos governos. "Portanto, saímos das curvas (dos títulos) dos Tesouros e fomos para as agências e organismos." Assim, o BC vendeu papéis emitidos pelo Tesouro dos EUA e investiu em títulos de organismos como o Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e KfW, banco de fomento alemão. Em dezembro de 2008, 89,1% das reservas estavam em ativos na moeda americana. A parcela em euro correspondia a 9,4% e 1,5% estava em outras divisas, como o iene. Torós se recusou a dar detalhes sobre a evolução dos números em 2009, mas disse que distribuição entre as moedas escolhidas segue o perfil da dívida externa brasileira. Reafirmou ainda que a gestão dos recursos é dinâmica. "Por isso, esses números podem mudar razoavelmente." Sobre a exposição maciça à moeda americana, Torós não demonstrou preocupação. "Estamos perfeitamente tranquilos com o investimento nos Estados Unidos. Em princípio, não vemos nenhum problema."

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