Reservas não protegerão Brasil de turbulências, diz AEB

As reservas internacionais do Brasil não são suficientes para proteger o País de turbulências como as que atingiram os Estados Unidos e Europa, segundo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). A economia brasileira só estaria fortalecida caso investisse no processo produtivo, afirmou Benedicto Fonseca Moreira, presidente da instituição, nesta quinta-feira durante abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio.

DANIELA AMORIM E GLAUBER GONÇALVES, Agencia Estado

27 de setembro de 2012 | 10h57

"Tenho medo hoje quando dizem que o Brasil está defendido porque tem uma reserva de US$ 300 bilhões. Isso não é nada. O que é importante é ter uma estrutura firme de produção", declarou Moreira, referindo-se às reservas internacionais brasileiras que totalizam US$ 378,635 bilhões, segundo informou na quarta-feira pelo Banco Central.

O presidente da AEB reclamou que o País, após o processo de abertura da economia, saiu de um controle direto para um controle indireto. "O País é controlado até hoje, é extremamente normatizador. Não há uma grande obra pública que não seja controlada por algum órgão do governo. O Ministério Público manda parar a obra, o Ibama manda parar, é uma loucura", afirmou.

Moreira defendeu o fim da burocracia e lembrou que há planos do governo que não se realizam por excesso de obstáculos. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff tem boa vontade, mas "está presa" por questões políticas e tecnocráticas com as quais é preciso romper.

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