Reservas no Brasil vão demorar a produzir, dizem Shell e Repsol

Durante congresso em Madri, empresas afirmam que potencial dos novos campos brasileiros é muito alto

Danielle Chaves, da Agência Estado,

30 de junho de 2008 | 09h45

O presidente-executivo da Royal Dutch Shell, Jeroen Van der Veer, e o da espanhola Repsol, Antônio Brufau, afirmaram nesta segunda-feira, 30, que vai demorar para que os novos campos de petróleo na costa brasileira sejam desenvolvidos. Segundo Van der Veer, o potencial das novas reservas brasileiras é muito alto, mas o executivo não deu mais detalhes. Van der Veer e Brufau falaram durante o 19º Congresso Mundial de Petróleo, que começou nesta segunda-feira, em Madri, e vai até quinta-feira.   Veja também:  Preço do petróleo em alta  Petróleo bate recorde com queda do dólar e tensões na Nigéria   Durante quatro dias, a capital espanhola receberá representantes de mais de 50 países integrantes do Conselho Mundial do Petróleo, assim como membros de entidades como a Opep, a Agência Internacional de Energia, Organizações das Nações Unidas (ONU) e Transparência Internacional.   Os organizadores escolheram como lema do congresso "Um mundo em transição: fornecimento de energia para um crescimento sustentável". O encontro acontece no momento em que o valor do petróleo supera os US$ 140 o barril, o que explica as dificuldades financeiras atuais de alguns países. A Petrobras, em consórcio com várias empresas de petróleo estrangeiras, fez diversas descobertas de petróleo nos últimos dois anos na desafiadora are pré-sal da costa brasileira. O petróleo encontrado na área pré-sal fica a mais de 2 mil metros abaixo do nível do mar e mais 5 mil metros abaixo de rochas, areia e sal.   Em novembro, a Petrobras afirmou que suas reservas recuperáveis estimadas na área pré-sal do campo de Tupi, na Bacia de Santos, podem ser de mais de 8 bilhões de barris de óleo equivalente. Em abril, o diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP) declarou que as estimativas para o campo Carioca são de 33 bilhões de barris de óleo equivalente.   A Petrobras é a operadora líder do campo Carioca, com 45% de participação, enquanto o BG Group possui 30% e a Repsol, 25%. A Shell não tem participação em nenhum dos blocos pré-sal.   O ministro de Minas e Energia do Brasil, Edison Lobão, afirmou no início deste mês à Dow Jones Newswires que o campo Carioca pode começar a produzir em cinco ou seis anos. A Petrobras vai começar a produzir 100 mil barris diários em Tupi no fim de 2010 e calcula que o campo pode atingir produção de 1 milhão de barris diários alguns anos depois. As informações são da Dow Jones.   (com Efe)

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