Reservas para papéis do Santander começam nesta segunda

Banco poderá captar no Brasil até R$ 14,3 bi, configurando a maior oferta da história do mercado nacional

Luana Pavani e Equipe AE,

28 de setembro de 2009 | 09h41

O Banco Santander informou uma nova data de início da negociação de units de sua oferta no Nível 2 da BM&FBovespa para 7 de outubro. Antes, estava prevista para 8 do mesmo mês. O período de reserva da oferta de varejo é desta segunda-feira, 28, até 5 de outubro. Considerando o ponto médio da faixa de preço, de R$ 23,50, a oferta pode alcançar até R$ 14,398 bilhões. Se os investidores referendarem a estimativa, será a maior oferta pública de ações da história do mercado nacional.

 

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O valor de R$ 14,398 bilhões leva em conta o exercício integral dos lotes suplementar e adicional e já desconta as comissões aos participantes da oferta, que é de R$ 289,338 milhões. Se apenas o lote principal for exercido, o Santander terá em mãos R$ 12,094 bilhões, já descontando as comissões, que neste caso totalizariam R$ 243,403 milhões.

 

Os detalhes da megaoferta de ações do banco mostram que o mercado de capitais brasileiro, a exemplo da economia, está se recuperando antes do que se esperava. Indicam, também, que o segundo semestre pode marcar a volta de operações bilionárias, que, com a crise, haviam rareado no País.

Atualmente, a recordista é a Visanet, que, em junho, levantou R$ 8,4 bilhões em uma oferta inicial (IPO, em inglês). No caso do Santander, não se trata de IPO porque a instituição já tem papéis na BM&FBovespa, mas sem liquidez. A operação também pode se converter na maior do mundo no ano. Por ora, a liderança é do China State Construction Corp., com US$ 7,34 bilhões. O Santander pode atingir US$ 7,3 bilhões.

 

Serão distribuídas na oferta primária 525 milhões de certificados de depósitos de ações (units), que equivalem a 55 ações ordinárias e 50 preferenciais cada uma, por um preço entre R$ 22 e R$ 25, a ser fixado em 6 de outubro. A oferta poderá ser acrescida de 75 milhões de units em lote suplementar (14,29% da quantidade inicial) e lote adicional de 25 milhões (4,76%), ambos inclusive sob a forma de ADS (American Depositary Shares).

 

Levando em conta apenas a oferta principal, sem a colocação dos lotes suplementar e adicional, o free float passaria dos atuais 2,5% para 15,65%. Já a integralidade desses dois lotes elevaria o total de ações em circulação para 17,8%. Segundo prospecto preliminar, o banco fará ao menos mais uma oferta pública em um prazo de até cinco anos para que consiga atingir os 25% de ações em circulação no mercado, patamar mínimo exigido no Nível 2 de governança corporativa.

  

(Com Leandro Modé, de O Estado de S. Paulo)

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