Reservatórios atingem limite mínimo de armazenamento

Os reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste atingiram ontem o limite mínimo de armazenamento que o governo esperava para acabar com o racionamento nas duas regiões. Segundo relatório do Operador Nacional do Sistema (ONS) divulgado hoje, com as chuvas dos últimos dias, o volume de água nas barragens chegou a 53,31%, superando em 0,45 ponto porcentual a curva guia superior fixada para a terça-feira de carnaval, que foi de 52,86%. Essa curva superior indica a existência de água suficiente para abastecer o mercado sem racionamento e sem o uso de usinas térmicas emergenciais, e atingirá seu nível máximo, de 54%, no fim do mês. Quanto mais os reservatórios ultrapassarem essa curva até a próxima terça-feira, quando oficialmente será anunciada a data do fim do racionamento, mais folga haverá para o planejamento do governo, que não ficará escravo do cronograma de instalação destas térmicas. A rigor, a Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE) não precisaria ver atingido o limite atual dos reservatórios para acabar com o racionamento. Para isso, bastaria ter atingido a curva guia inferior, que representava um volume de água suficiente para atender o mercado, mas com o uso complementar das usinas emergenciais. Quanto menor for o uso dessas térmicas, menor será o aumento das tarifas, já que elas fornecem por um custo superior ao de térmicas convencionais e de hidrelétricas. Se elas não forem acionadas, os consumidores pagarão apenas o valor do aluguel destes equipamentos, uma espécie de seguro para garantir o abastecimento. No Nordeste, no entanto, os reservatórios ainda estão em 45,10%, que significam 2,7 pontos porcentuais abaixo da curva superior fixada para o dia 12 de fevereiro, de 47,86%. Ela chegará ao nível máximo de 49%, no fim do mês.

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