Residências puxam a alta no consumo de energia

O consumo de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) em outubro cresceu 4,3% ante o mesmo período do ano passado. Os dados divulgados ontem pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostram que o consumo atingiu o maior patamar do ano, 39.442 gigawatts-hora (GWh). No acumulado do ano, a taxa registra alta de 3,3%.

MÔNICA CIARELLI , RIO, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2013 | 02h10

O resultado de outubro foi puxado pelo segmento residencial, que consumiu 10.533 GWh. Volume que corresponde a uma alta de 7,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, veio o comércio, com um consumo de 7.078 GWH e aumento de 7,3% na mesma comparação.

De acordo com a EPE, o efeito calendário influenciou de modo mais significativo as estatísticas das Regiões Nordeste e Sudeste, onde foram registrados aumentos de consumo de 12,3% e 6,9%, respectivamente.

No Sudeste, além do ciclo de faturamento, houve ainda o efeito da reclassificação de condomínios residenciais, que passaram a fazer parte da base de consumidores comerciais.

Juntos, os dois segmentos responderam por 75% expansão do consumo de energia no mês de outubro e quase 80% do aumento no ano.

Os dados da EPE mostram ainda que o consumo de energia da indústria voltou a crescer depois de nove meses, chegando a 1,4% na comparação com outubro de 2012.

No ano, a alta é de apenas 0,2% na comparação com igual período de 2012, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses o consumo permanece negativo, com retração de 0,1%.

"O comportamento do consumo de energia em outubro se contrapõe às retrações que vêm ocorrendo há alguns meses. No acumulado do ano, a evolução em relação ao mesmo período de 2012 mantém-se em 0,2%, a mesma do ano passado. Em 12 meses ainda é ligeiramente negativa em 0,1%", informou a EPE em seu relatório mensal.

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