Resoluções de ano novo ajudam na profissão

Pesquisa mostra que metas são boas para a carreira

O Estadao de S.Paulo

03 de janeiro de 2008 | 00h00

Profissionais que adotam resoluções para sua carreira profissional e elaboram um plano para que elas se concretizem podem ter benefícios compensadores por anos. No início de 2006, apenas 12% dos trabalhadores fizeram planos relacionados à sua carreira, segundo um levantamento realizado pela agência Accountemps em janeiro do ano passado, nos Estados Unidos. Mas destes, quase três quartos deles atingiram suas metas no fim do ano. A principal decisão tomada: aprender novas habilidades. Depois dessas, ganhar um aumento de salário ou uma promoção, e equilibrar melhor a vida em casa e o trabalho foram resoluções muito próximas uma da outra, em termos de importância. Essas metas podem parecer muito simples, mas do mesmo modo que a decisão de emagrecer ou pagar uma dívida, o caminho para um sucesso duradouro é complicado. O segredo é diluir os grandes objetivos em tarefas mais simples, administráveis. Abaixo, algumas das decisões mais comuns relativas à carreira e alguns recursos que podem ajudar a manter o rumo certo.AMPLIAR CONHECIMENTOSÉ a decisão mais comum e também a mais acessível. Não é necessário voltar a estudar em tempo integral, ou gastar muito dinheiro com cursos. Algumas empresas oferecem ajuda. Verifique se há aulas ou cursos de treinamento que sejam oferecidos no local de trabalho. Pesquise as opções online - em geral, oferecem horários mais flexíveis. Para o diretor-geral da consultoria Michael Page no Brasil, Paulo Pontes, estudos em finanças merecem mais atenção. "Para quem não é do setor, conhecê-lo é fundamental. Para quem já atua na área, é bom se aprofundar em gestão de pessoas."TRABALHO E VIDA PESSOALDeveres familiares, horas de viagem e a corrida entre trabalho e casa estressam. Se uma mudança de nas condições de trabalho não é possível, organize-se e deixe mais tempo para a casa. Um organizador profissional pode ajudá-lo a racionalizar sua rotina diária e controlar o caos. No Brasil, a preocupação com o trabalho é tão alta que 38% dos executivos apresentam sinais de "fobia de férias", ou medo de se ausentar do trabalho, segundo a International Stress Management Association. No site da Isma-BR (www.ismabrasil.com.br) é possível fazer um teste para indicar a chance de sofrer os efeitos físicos do stress, e encontrar orientação sobre o assunto.AUMENTAR OS GANHOSPrimeiro, verifique se o salário e os benefícios que recebe estão de acordo com valores do mercado. Em seguida, estabeleça quanto mais você pretende ganhar. Quando tiver uma cifra razoável em mente, crie uma estratégia para ajudá-lo a atingir essa meta. Como parte dessa revisão anual, peça a seu patrão para ajudá-lo a cumprir os critérios para merecer um aumento. Muitas pessoas têm calafrios só a uma simples menção do assunto. Para superar isso, há literatura especializada - a indicação é procurar autores e pesquisadores reconhecidos no mercado e fugir da "auto-ajuda de negócios". MUDAR DE CARREIRASe não é somente o trabalho que o deprime mas a profissão como um todo, é hora de mudar de carreira. Um headhunter ou um especialista em transição de carreiras poderá orientá-lo nessa decisão e quanto aos passos que você precisa dar para essa mudança. Uma primeira medida é readaptar o currículo e traduzir sua experiência para a linguagem que eventuais empregadores no seu novo campo profissional compreenderão - e gostarão de ler. Nos Estados Unidos há especialistas na elaboração de currículos para transição de carreiras. No Brasil, o executivo pode procurar um headhunter.ABRIR A PRÓPRIA EMPRESASe a mudança é mais intensa e você pretende que 2008 termine com seu nome no alto do cabeçalho da empresa, faça pesquisas junto ao Sebrae (www.sebrae.com.br) e organizações de incentivo ao empreendedorismo, como o Instituto Endeavor (www.endeavor.org.br). Nos EUA, a referência é a Small Business Adminstration. Essas instituições dão orientações para determinar se você está pronto para abrir sua própria empresa e uma lista de recomendações sobre financiamento, impostos e propriedade intelectual.WASHINGTON POST, COLABOROU ANA PAULA LACERDA

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