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Ressalvas do FMI não adiarão negociações, diz Lavagna

O ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, disse que o Fundo Monetário Internacional apresentou novas ressalvas sobre vários aspectos da legislação econômica, mas as dúvidas não devem retardar as negociações sobre um novo empréstimo para a Argentina. Lavagna, falando a repórteres no Ministério da Economia, disse que as ressalvas são coisas normais em uma conversação. "Isso não é como se enamorar. Isso é uma negociação", disse Lavagna. Especificamente, o FMI está descontente com certas revisões feitas na lei sobre crimes financeiros, conhecidas como lei da subversão econômica, e com uma nova lei a respeito do setor de mídia. "Não, essas dúvidas não devem adiar as negociações", reiterou o ministro. Ele informou que o governo - que até recentemente estava dizendo que queria fechar um programa de empréstimos até o final deste mês - está agora pensando em meados de julho como prazo final. "As negociações podem ser finalizadas no final de junho ou em meados de julho", declarou Lavagna. O ministro manteve contatos na quinta-feira com a vice-diretora-gerente do FMI, Anne Krueger, e era esperado que os dois fixassem uma data para a ida de uma equipe do FMI a Buenos Aires para iniciar conversações sobre um novo empréstimo. Mas as novas reservas do FMI impediram isso, e Lavagna confirmou que falará novamente com Krueger na segunda-feira. O FMI havia indicado que uma equipe chegaria em Buenos Aires na próxima semana. O ministro desmentiu as notícias de que a âncora monetária que o FMI estaria defendendo envolve uma taxa de câmbio fixa. "O que nós temos é uma flutuação suja, como em vários outros países. Neste momento, não vemos mudanças nesse aspecto", disse Lavagna aos repórteres.

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