Resseguros poderá não ser analisado até eleições

Dificilmente o plenário da Câmara analisará, antes das eleições, o pedido de urgência, assinado na última terça-feira pelos líderes, para a tramitação do projeto de lei que acaba com o monopólio do resseguro no Brasil. Os presidentes da Câmara, Aldo Rebelo, e do Senado, Renan Calheiros, marcaram três períodos de votações nas duas casas até outubro: em julho, nos dias 10, 11 e 12; em agosto, nos dias 1º, 2 e 3; e, em setembro, dias 4, 5 e 6. A pauta da Câmara, no entanto, está trancada por várias medidas provisórias e não há acordo entre os líderes para a votação das matérias.O projeto, aprovado em janeiro pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputado, libera a concorrência no mercado de resseguros no Brasil. Resseguro é uma operação de seguro contratada pela seguradora. As seguradoras recorrem ao resseguro para reduzir seu risco. Atualmente, o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) detém o monopólio do segmento no País. A avaliação é que a abertura do mercado de resseguros provoque uma forte redução nos custos do seguro no Brasil, devido ao aumento da concorrência. Serão beneficiadas sobretudo as empresas nacionais que demandam o serviço e a agricultura.

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