Restrição à instalação de antenas pode comprometer 4G na Copa, diz Vivo

Segundo o diretor financeiro da companhia, restrição está prevista em algumas legislações municipais  

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

21 de setembro de 2012 | 14h39

SÃO PAULO - A Telefônica/Vivo está projetando uma infraestrutura de redes para a Copa do Mundo, em 2014, que possa comportar os picos de demanda principalmente nos locais dos jogos para os serviços de dados de quarta geração (4G). Segundo o diretor financeiro da Telefônica/Vivo, Gilmar Camurra, o maior risco para execução deste planejamento está na restrição à instalação de novas antenas, prevista principalmente em algumas legislações municipais. "Este será o maior desafio para que o 4G não seja apenas um sonho na Copa", afirmou hoje, durante painel sobre investimentos no Congresso Nacional de Executivos de Finanças (Conef), organizado pelo Instituto BRasileiro de Executivos de Finanças (Ibef).

Ele ressaltou que, enquanto as transmissões em 3G necessitam de um menor número de antenas, a realidade é diferente com as transmissões de 4G na frequência de 2,5 GHz, licitada pelo governo em junho deste ano, que precisam de um maior número de estações radiobase para funcionamento dos serviços.

Sobre a implantação do 4G, ele reafirmou que a operadora seguirá o cronograma previsto pelo leilão, que será atender às cidades-sede da Copa das Confederações, até abril de 2013. "Neste momento, estamos reforçando nossa infraestrutura de rede e voz nestas cidades", afirmou.

Segundo Camurra, os investimentos programados pela companhia de forma consolidada, de cerca de R$ 24 bilhões até 2014, já contemplam os recursos destinados ao 4G.

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